sábado, 28 de fevereiro de 2009

"Tá-se Bem!"


Tá-se Bem! - Cadáver Putrefacto - Mauritânia
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

"Tá-se bem!"

Li na revista Sábado da semana passada que o "nosso" ministro da Administração Interna, e passo a citar, "descobriu uma nova forma de combater o crime e ofereceu 20 mil euros para a construção de uma pista de atletismo na Amadora."
Pois não é que durante a cerimónia, segundo essa mesma revista, Rui Pereira disse esta pérola de português, e cito de novo, "É bué fixe estar aqui. Tá-se bem."?!!

Cada vez que leio estas pérolas ditas e escritas pelos nossos governantes dá-me vontade de fugir deste país à beira mar plantado. Ele é a Margarida Moreira que não escreve coisa com coisa, que separa sujeitos de predicados por vírgulas e que nem sabe que os verbos derivados de pôr, tal como dispor, perdem o acento circunflexo; ele é o outro ministro, de seu nome Santos Silva, que gosta de malhar a torto e a direito; ele é o "Jamé" que rapidamente teve de engolir o dito do jamé; ele é o primeiro que não guarda na sua memória tudo o que lhe convém não guardar; ele é a minha querida ministra que a vaias de alunos responde com uuuuuuuuuuuuuuuuuussss que nunca mais acabam de cima de um palco... e agora só nos faltaria este!!! Eu com um trabalhão desgraçado para corrigir os meus alunos, para que não usem este tipo de linguagem dentro das salas de aula... mas quem me manda a mim ser parva... é bué fixe ser governada por estes... animais, ficará bem?
Será que vou ter de ensinar o verbo Tar aos meus alunos?
Tá-se bem, Rui Pereira, tá-se bem! Aliás é só olhar à nossa volta para perceber isso!
O fedor é agora nauseabundo, o cadáver está putrefacto, mas... "tá-se bem."

Mais Trapalhada

Mais Trapalhada

Sindicatos querem travar novo concurso docente
00h30m

ALEXANDRA INÁCIO

A Plataforma Sindical de Professores vai apelar ao Parlamento, provedor de Justiça e procurador-geral da República que peçam a fiscalização do decreto, ontem publicado, que regula o próximo concurso docente por duvidarem da sua legalidade.
Uma nova frente de guerra foi aberta. Além de dúvidas quanto à constitucionalidade e legalidade de alguns artigos, os dirigentes sindicais foram surpreendidos com algumas das normas do decreto-lei, ontem publicado em "Diário da República". Caso do artigo 25.º referente aos docentes de Educação Especial a quem poderá "ser distribuído serviço noutro agrupamento de escolas ou escola não agrupada no mesmo concelho ou em concelho limítrofe". Mário Nogueira, João Dias da Silva e Carlos Chagas garantiram ao JN tratar-se de "matéria de negociação obrigatória" que nunca foi abordada nas reuniões no ME.
As próximas colocações serão válidas por quatro anos, será criada uma bolsa de recrutamento em substituição das colocações cíclicas e extintos os Quadros de Zona Pedagógica.
A avaliação de desempenho só contará para a graduação das listas de professores no concurso em 2013, mas os sindicatos duvidam da sua legalidade. Por "criar situações de desigualdade" - por exemplo, por as classificações máximas, que bonificam em dois e um valor a posição dos docentes, serem limitadas por quotas e por as escolas poderem abdicar dos "Excelentes" para alargarem a quota de "Muito Bom" - e também por "não existir em nenhum diploma legal que a avaliação conte para os concursos, só estavam previstas consequências para progressão da carreira", frisa o líder da Fenprof.
Além da fiscalização, a Plataforma também vai entregar no primeiro dia de concurso um abaixo-assinado no ME, que "já tem milhares de assinaturas", garante Nogueira.
A Fenprof estima que 36 mil professores pertençam aos QZP e receia que "não sejam abertas vagas suficientes e alguns desses docentes fiquem sem colocação". Nesse caso, alerta, os professores terão de concorrer a todas as escolas do QZP - que geralmente corresponde a um distrito - e "voluntariarem-se" para vagas no QZP "ao lado" ou poderão ser colocados no Quadro de Mobilidade da Função Pública.

In http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1156258

MLR com Ordenado Penhorado?

MLR com Ordenado Penhorado?

Ministra da Educação vai ter o ordenado penhorado
Por Margarida Davim
O Tribunal obrigou Maria de Lurdes Rodrigues a pagar 10% do salário mínimo, por cada dia de incumprimento de uma sentença judicial. Em causa está um processo interposto por um professor
Em causa está uma acção interposta em 2007 por um professor, para anular as eleições para o conselho executivo da Escola Secundária Dr. João de Araújo Correia, no Peso da Régua.
Depois de ter perdido todos os recursos, o Ministério da Educação tinha três meses para cumprir a ordem judicial e repetir o acto eleitoral. Como não o fez, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela decidiu que Maria de Lurdes Rodrigues deve pagar «10% do salário mínimo nacional» por cada dia de atraso no cumprimento da sentença que deu razão ao professor Pedro Pombo. O prazo começa a contar quinze dias depois do trânsito em julgado desta decisão – no dia 13 de Março.
«Enquanto cidadão, tenho o direito e, sobretudo, o dever de pugnar para que a legalidade seja reposta», afirmou ao SOL o docente, que diz esperar «que a tutela assuma, agora, as suas responsabilidades».
In Sol.

Ao que eu só acrescento uma boa gargalhada... kakakakaka....

Nota - Afinal Margarida Moreira vai cumprir a lei. Haverá eleições, pois então, na Escola Secundária Dr. João Correia Araújo, de Peso da Régua.
Continuo a gargalhar que é para não chorar face a tanta incompetência... e o que mais me incomoda é que estas brincadeiras são brincadeiras que se pagam caro, tudinho às custas dos nossos impostos!

O Número

O Número

Nunca o Número teve um estatuto ontológico tão elevado.
O Plano melhora as estatísticas? Aplique-se.
O CNO fabrica mais habilitações? Aplique-se.
A Divisão da carreira, consagrada no E.C.D., permitirá ao Estado poupar milhões de euros?Aplique-se.
Nunca o Número foi tão desvirtuado. Não há classificações de dois?
Aplique-se o três menos!
Os alunos têm poucas competências? Não. Desenvolveram outras, a saber: manipular o telemóvel, o Hi-5, sair atempadamente da escola...
Há problemas de aprendizagem? Não. Há problemas de Ensino. Portanto,apliquem-se muitos planos e provas de recuperação...
Mudemos as regras, por decreto, de forma transparente: serão retidos todos aqueles adolescentes que não saibam escovar os dentes!
Sim, porque a correcta expressão na língua portuguesa não poderá ser um critério, sob pena da M.M. estar chumbada.
Saberá escovar os dentes? ou ranger?
Quanto aos professores...
aplique-se-lhes um colete à prova de imaginação, criatividade e profissionalismo.
A Fraude, sob a aparência de seriedade, paira no Ensino e na Educação!
Aliás tornou-se epidémica.
A cegueira, a cegueira... metáfora da sociedade decadente, do humano miserável e alienado na obra de Saramago.

Elsa C

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Providência Cautelar

Providência Cautelar

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

FENPROF INTERPÕE PRIMEIRA PROVIDÊNCIA CAUTELAR REFERENTE À AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

A FENPROF, através do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, entrega sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, pelas 11.00 horas, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, a primeira Providência Cautelar referente à avaliação de desempenho.

Com esta iniciativa junto dos Tribunais pretende-se parar com as orientações normativas que, sem fundamento legal, a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) tem vindo a dar aos órgãos de gestão das escolas e agrupamentos. Depois de diversos mails que fez chegar aos conselhos executivos, a DGRHE/ME, com o seu texto de 9 de Fevereiro (que, abusivamente, também enviou para os endereços electrónicos da generalidade dos professores e educadores), depois de reconhecer que a apresentação de uma proposta de objectivos individuais (OI) pelos docentes é uma "possibilidade" que lhes é oferecida, vem, a seguir, afirmar que, "no limite", a não entrega inviabiliza a sua avaliação. Já antes, no mesmo texto, informa os presidentes dos conselhos executivos de que, em caso de não apresentação de OI, deverão notificar os docentes do incumprimento, bem como das suas consequências.

O que a DGRHE/ME nunca refere, nesta sua nota intimidatória, é qual o designado "limite", qual o fundamento legal para a eventual inviabilização da avaliação e quais as consequências e em que quadro legal se encontram previstas.

Ou seja, a DGRHE/ME empurra as escolas e os presidentes dos conselhos executivos para a prática de actos ilegais, enviando-lhes orientações que não clarifica nem fundamenta legalmente. É esta a razão por que os diversos Sindicatos da FENPROF avançarão com estas Providências Cautelares (sexta-feira em Lisboa, posteriormente, nas diversas regiões do país) e com os processos administrativos subsequentes.

A FENPROF convida os(as) senhores(as) jornalistas a acompanharem a entrega desta primeira Providência Cautelar.

O Secretariado Nacional

Tenha Um Professor Sempre à Mão


Be Fabulous - Budapeste - Hungria
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Tenha Um Professor Sempre à Mão

Encontra-se no limite da exaustão?
Não vislumbra qualquer solução?
Não se sinta amofinado,
o estudo está terminado.
Para toda e qualquer situação,
tenha um professor sempre à mão.
Dá um jeitão!!!!!

Dudú

Iniciei esta postagem com uma poesia da Dudú pois era uma pena esta pérola irónica ficar escondida lá atrás nos comentários.
A caricatura é apropriada e de facto os professores são cada vez mais "pau para toda a colher"!
É verdade que os professores são masoquistas e gostam de bater em si próprios. É verdade que os professores têm a mania de fazer mais do que aquilo que lhes é exigido por lei. É verdade que os professores têm, no geral, uma elevada consciência cívica que não lhes permite estar em casa descansadinhos quando sabem que as suas crianças ou adolescentes não estão bem. Os problemas estão a aumentar nas famílias e esta degradação económica, social e cultural reflecte-se de imediato nos nossos alunos e faz com que não tenhamos um minuto de descanso dentro e fora da escola. Os problemas aumentam a cada dia que passa e é preciso dar-lhes solução, tentar até ao impossível endireitar cabeças que vêm entortadas de casa. Tanto que até dói!
Eu já olho para mim própria e vejo-me como um 112 da ESA pois, de facto, passo a vida a acudir a situações complexas e a Anabela Maria, euzinha, ora faz de mãe, ora faz de professora, ora faz de conselheira, ora faz de confidente, ora faz de amiga, ora faz de psicóloga, ora faz de assistente social, ora faz de administrativa, ora faz de explicadora, ora faz de mestra, ora faz de animadora, ora faz de instrutora, ora faz de tutora, ora faz de motivadora, ora faz de esteio, ora faz de balança, ora faz de bateria recarregável, ora faz de polícia, ora faz de controladora, ora faz de fiscal, ora faz de correctora, ora faz de juiz, ora faz de advogada... às vezes do próprio diacho!...
Safa!
É conteúdo funcional a mais! Principalmente se se estende por nove, dez, onze, doze, ou mesmo mais, horas de trabalho!
E no fim de tudo isto... be fabulous Anabela Maria! Be fabulous!
Mesmo se te sentes um trapo!

Provérbio Africano

Provérbio Africano

"A união do rebanho faz o leão deitar-se com fome"

Thanks, Zinha!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Novos conteúdos funcionais da profissão de professor, professor titular e avaliador


Be... - Budapeste - Hungria
Fotografia de Anabela Matias de magalhães

Novos conteúdos funcionais da profissão de professor, professor titular e avaliador

Sintra: Medidas radicais para travar violência na eb 2,3 Ruy Belo

Milícia de professores patrulha escola

Sucessivos casos de violência levaram a Escola Básica dos 2º e 3º ciclos Ruy Belo, em Monte Abraão, Sintra, a adoptar medidas radicais. Numa reunião geral de professores, realizada dia 18, decidiu-se que os docentes passam a patrulhar a escola, em regime de voluntariado. "A ideia é aumentar a nossa presença, numa acção dissuasora", contou ao CM uma professora. Foi também proibida a utilização de telemóveis e MP3, uma vez que muitos dos casos estão relacionados com o roubo destes aparelhos. "Os alunos e os pais já foram informados. Haverá sanções disciplinares para quem não cumprir", disse a mesma fonte.

In http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=A77EF25F-EB0F-4682-ADE8-9D9D160EB2E3&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181

Eu não disse que não tinha a certeza de que não surgiriam novos conteúdos funcionais da profissão de professor, professor titular e avaliador? Eu não disse?
E aqui em versão mais caricata porque autoinfligidos!
Eu não disse lá muito atrás neste blogue que os professores eram masoquistas?
Pois são. E por vezes são também parvos!

E agora pergunto eu... e enquanto os professores pau para toda a colher acumulam mais esta função, e a juntam às inúmeras que já infernizam a vida de qualquer professor que se preze, o Ministério da Educação, que tutela esta escola, faz o quê?
Ah! Pois! Disseram-me que assobia para o lado!

Ainda Propósito das Ordens Emanadas da DREN


Boneco - Budapeste - Hungria
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Ainda a Propósito das Ordens Emanadas da DREN

Recebi este texto delicioso de uma ilustre visitante desta casa, agora ausente em parte incerta.
Não deixei de pensar nela, neste meu dia abaixo de cão, com aulas das 8:30 às 16:40 e duas reuniões intercalares seguidinhas que duraram até perto das 20 horas. Para quem retomou hoje o serviço, garanto que até estou meia abanada... ainda por cima um dia maravilhoso de sol e eis que alguns dos meus alunos dos CEFs estavam perfeitamente loucos e desatinados.
Uf! Uf! Amanhã há mais!
Por ora fico-me por este momento de humor negro escrito pela Elsa D, sem ter a certeza de que estes novos conteúdos funcionais da profissão de professor, professor titular e avaliador, pertencerão para sempre ao reino da ficção científica.

Novos conteúdos funcionais da profissão de professor, professor titular e avaliador:

1 - No Carnaval

1.1. - Os professores desfilarão nos cortejos de Carnaval travestidos de mulas.
1.2. - Aos titulares está reservada a limpeza da bosta e restantes dejectos provenientes dos excessos da festa, por exemplo, o vomitado.
1.3. - Os avaliadores recolherão e avaliarão as evidências para aquilatar do grau de divertimento dos corsos e festividades, por exemplo, nº de borracheiras, nº de relações sexuais promíscuas, etc.

2 - Durante a interrupção do Natal

2.1. - Os professores passarão a amassar e fritar as filhoses em casa dos Pais/EE dos seus alunos.
2.2. - Os professores-titulares terão lugar de honra, como ovelhas, nos presépios ao vivo.
2.3. - Os avaliadores recolherão e avaliarão as evidências para classificar a proficiência do frito, por exemplo: o aumento das taxas de colesterol ou a relação entre esta e a obesidade natalícia das famílias.

Nota:
No caso da avaliação das ovelhas, perdão, dos titulares, avaliar-se-ão os efeitos da mansidão face a uma turma de CEFs.

3 - Durante a interrupção da Páscoa

3.1 - Os professores farão a batida dos terrenos à procura de todos os ovos para pôr no cesto do CNO.
3.2. - Os professores-titulares produzirão portefólios em massa para atrair mais candidatos.
3.3. - Os avaliadores avaliarão as evidências medindo, em casa dos candidatos em processo, a eficácia das competências a certificar. Por exemplo: quantos "puta que o pariu" ainda diz o candidato, ou quantos boletins do totoloto preenche sem rasuras, etc

4 - Nas férias de Verão

4.1. - Os professores com Regular ou Insuficiente farão formação no Algarve com vista à melhoria do seu desempenho, para ver se conseguem um lugar ao sol.
4.2. - Os professores com Bom farão formação nas Maldivas, Malvinas ou nas Ilhas Caimão, para desenvolver as suas competências de sacanice e trafulhice, treinando a criação de contas offshore e o inglês técnico.
4.3. - Os professores com Muito Bom, dadas as suas altas capacidades, terão a honrosa tarefa de reestruturar as redes telemáticas das suas escolas, para obviar a que no ano seguinte se adormeça à espera que o ecrã mexa.
4.4. - Cabe aos professores com Excelente, os mais qualificados, a missão heróica de extinguir o abandono escolar, recuperar os alunos dados como irrecuperáveis, fazer as itinerâncias necessárias para alcançar as metas do CNO, fazer horários compatíveis com todas as exigências dos EE e substituir os membros do CE, digo, Director durante o seu mês de Férias.

Doc com assinatura digital

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Anedota

Anedota

Duas professoras titulares, já velhinhas e doentes, mas ainda sem direito à reforma, obrigadas por uma Junta Médica a permanecerem na escola, reúnem-se. Devem preparar a avaliação dos seus colegas mais novos, tal como foi instituído por um Governo PS, liderado por um senhor chamado Sócrates.
Uma delas olha para a outra e diz:
- Por favor, não me leves a mal. Nós somos amigas há tanto tempo e agora não consigo lembrar-me do teu nome, vê só a minha cabeça!... És a Celeste ou a Alzira?
A outra olha fixamente para a amiga durante uns dois minutos, coça atesta e diz:
- Precisas dessa informação para quando?

Programação para Março

Programação para Março

Hoje partilho a programação do Cineclube para o Cinema Teixeira de Pascoaes, para o próximo mês de Março, que me foi enviada pela Elsa C.
As sessões são às sextas-feiras pelas 21:30.

Dia 6
Caos Calmo
Título original: Caos Calmo
De: Antonio Luigi Grimaldi
Com: Nanni Moretti, Valeria Golino, Alessandro Gassman
Género: Drama
Classificacao: M/12

GB/ITA, 2008, Cores, 107 min.

Dia 13
Austrália
Título original: Australia
De: Baz Luhrmann
Com: Nicole Kidman, Hugh Jackman, David Wenham
Género: Drama, Western
Classificacao: M/12

Austrália/EUA, 2008, Cores, 166 min.

Dia 20
A Fronteira do Amanhecer
Título original: La Frontière de l'Aube
De: Philippe Garrel
Com: Louis Garrel, Clémentine Poidatz, Laura Smet
Género: Drama
Classificacao: M/12

FRA, 2008, Cores, 106 min

Dia 27
O Lado Selvagem
Título original: Into The Wild
De: Sean Penn
Com: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt
Género: Drama
Classificacao: M/12

EUA, 2008, Cores, 140 min.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Aliviar o Blogue

Aliviar o Blogue

Este espectáculo foi preparado com antecedência por 70 bailarinos que se misturaram entre os transeuntes do metro, numa estação de Londres.
A experiência resultou nisto: uma estação apinhada de gente... a dançar.
Ah! Consta que todos os que participaram na experiência tiveram um dia cinco estrelas, a transbordar energia por tudo quanto era poro!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Politicos

Politicos

Por aqui a critica sai facil a palavra magica de politicos e a especie parece indesejavel por todo o lado por onde se ande. Um individuo criticava os politicos locais por andarem em discussoes estereis sobre quantos deputados reduzir. Parece que estao em grande numero no Parlamento, mas onde eu ja ouvi isto?, e que andam entretidos sem chegarem a acordo... deverao ser 199? Deverao ser 200? O rapaz que falava estava com os cabelos literalmente em pe com esta especie de praga que frutifica por todo o mundo sem dar mostras de comportamento adequado. E queixava-se de por aqui so haver dois partidos com assento parlamentar... achava ele que se houvesse mais partidos as coisas seriam melhores em termos politicos... acho que com o meu testemunho deixei-o ainda mais descrente. Os ingleses queixam-se dos politicos... a americana diz que as escolhas sao entre o mau e o muito mau...
Diacho... a conversa e a mesma por todo o lado e por todo o lado os politicos sao o alvo a abater!
Por que sera?

Nota - O teclado continua sem acentos. Sorry!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Le Monde

Le Monde

Afinal nao resisto a uma noticia extremamente preocupante sobre Portugal saida no le Monde de hoje. Mesmo se o post vai sem acentos. Sorry, mas este teclado "fashion" nao os tem. :)

Debat sur les "sauvetages" au sein de la zone euro

Apres Nicolas Sarkozy, c' est le ministre allemand de finances, Peer Steinbruck, qui a pose le principe d' une intervention au sein meme de la zone euro en cas de defaillance de l' un de ses membres, Grece, Irlande, Portugal voire Espagne. (...)

Vim preocupada com Portugal. Agora fiquei ainda mais... porque a esta imprensa os tentaculos controleiros dos nossos governantes nao chegam!

Poema da Mente

Poema da Mente

Há um primeiro-ministro que mente.
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de modo tão pungente,
Que a gente acha que ele mente sincera/mente.
Mas que mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão habitual/mente,
Que acha que, história afora, enquanto mente,
Nos vai enganar eterna/mente.

Nota - Autoria desconhecida. Thanks Maria!

Ola

Ola

Por agora e um simples ola que ando muito ocupada.
Por isso... ola... mesmo que sem acentos...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Visita Guiada à Biblioteca Municipal Albano Sardoeira


Biblioteca Municipal Albano Sardoeira - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Visita Guiada à Biblioteca Municipal Albano Sardoeira

A visita guiada à Biblioteca Municipal que agora vai ser relatada, em viva voz, pelos próprios artistas da coisa, ocorreu na passada segunda-feira e foi a primeira das três por mim programadas para a semana que hoje finda, no âmbito do módulo sobre a Lusofonia.
Iniciei o módulo com um filme português, falado em Língua Portuguesa, como forma de sensibilizar os alunos para esta língua que é nossa, e que merece todo o nosso respeito, apesar dos constantes atropelos a que tem sido sujeita nos dias que correm. Seguiram-se duas aulas em que explorámos a minha apresentação em PowerPoint intitulada "Lusofonia - A Língua Portuguesa para além de Portugal" - e, posteriormente, em trabalho de pares, os alunos pesquisaram na NET sobre os países que integram a CPLP, cada grupo escolheu um país a caracterizar, elaboraram as apresentações, posteriormente apresentaram os trabalhos à turma e, para finalizar o módulo, programei estas visitas a antecer os testes de avaliação.
Foi uma oportunidade para tirar os meus alunos dos CEFs para fora do espaço Escola, que normalmente é do agrado geral e é benéfica para as aprendizagens por eles feitas. Com efeito já sei do que a casa gasta e, como sempre, alguns alunos jamais tinham colocado um pé dentro de tão belo edifício e jamais tinham visitado outra biblioteca para além das escolares. De referir que o espaço é belíssimo, quente, acolhedor e os meus leitores podem até aproveitar para visitar virtualmente este edifício clicando em http://www.amarante.pt/biblioteca/ e comprovar as minhas palavras.
A visita de segunda-feira, ao contrário das duas que se seguiram, correu pessimamente. Apesar de todas as recomendações, dadas antes de sairmos da Escola e relembradas antes da entrada na Biblioteca, os artistas comportaram-se indecentemente e fizeram com que eu saísse de lá envergonhada. Não foi a primeira vez que tal me aconteceu com alunos. E sei que não será a última porque quem anda à chuva pode molhar-se. Mas uma coisa é certa - não desisto destes alunos e na próxima já eles terão assimilado e compreendido, espero, algumas diferenças entre espaço público e espaço privado. Espero!
Mas não me adianto mais. Dou a palavra aos protagonistas a quem pedi esta quinta-feira uma reflexão individual sobre o comportamento tido na passada segunda-feira. Sobre o comportamento individual e da turma.
Quem diz que estes alunos não sabem o que andam aqui a fazer?
Com a sua licença, dou-lhes a palavra neste blogue tendo, evidentemente, o cuidado de não os identificar.

"No dia 16 de Fevereiro de 2009 o meu comportamento foi péssimo. Fui pela rua a falar alto com alguns dos meus colegas.
Quando chegamos à biblioteca eu não respeitei os meus colegas, a professora e a senhora que nos esteve a guiar.
A turma comportou-se muito mal." C.

"O meu comportamento ao ir para a biblioteca não foi muito bom porque eu e o R portamo-nos muito mal.
Em relação ao comportamento da turma acho que não foi muito bom." M.

"O meu comportamento no dia 16-2-09 na Biblioteca Municipal de Amarante foi razoável. Não sou um santinho mas não me comportei mal.
A turma em geral portou-se mal." G

"O meu comportamento foi péssimo pois portei-me mal pela rua abaixo e depois na biblioteca. Sei que a senhora que fez a visita ficou com um péssimo mau pressentimento e quero agora tentar compensar a professora e a senhora da biblioteca fazendo um pedido de desculpa.
A turma não teve um comportamento adequado ao espaço onde estava pois deve ter um pedido de desculpa à senhora da biblioteca." R

"Portei-me mais ou menos. Fiz algum barulho.
A turma portou-se mal." F

"Eu acho que o meu comportamento não foi muito bom mas também não foi muito mau.
Fiz alguns comentários que não devia mas no geral o meu comportamento foi razoável.
Eu acho que o comportamento da turma no geral nem foi assim muito muito mau. Sim, falamos mas em quase todas as visitas se fala e tirando um ou outro que acharam piada ao elevador acho que não foi assim tão mau." F

"O meu comportamento durante a visita de estudo à biblioteca municipal foi um pouco incorrecto e podia portar-me melhor durante a visita de estudo. E falar menos.
A turma durante a visita de estudo portou-se muito mal, estávamos todos a falar uns com os outros e não tomávamos atenção ao que a D. C. dizia." R

"Eu penso que me portei bem. Eu ia direitinho pela estrada abaixo, fui bem educado com os meus colegas, com a dona C. e fui respeitador. Respeitei o espaço e também a professora. Peço desculpa à professora e à dona C. se fui menos correcto.
Os meus colegas não foram correctos com a professora nem com a Dona C. ao nível do comportamento e da atenção com que estavam na visita de estudo." S

"O meu comportamento foi adequado à visita de estudo.
Quando cheguei ao último piso pedi à srª C. se me podia sentar e a sr.ª C disse que sim.
O comportamento dos meus colegas de turma não foi muito adequado e alguns andavam a falar alto dentro da biblioteca quando a professora Anabela Magalhães tinha pedido antes de entrarmos na biblioteca para fazermos pouco barulho e respeitarmos as pessoas que lá estavam a trabalhar, respectivamente a Dona C. que esteve a guiar-nos dentro da biblioteca e que devia ter um pedido de desculpa da turma." B

"O meu comportamento durante a visita à biblioteca de Amarante foi bom, portei-me bem desde a saída da escola à biblioteca e lá dentro portei-me bem e à saída também.
O comportamento da turma inteira à Biblioteca Municipal de Amarante foi muito péssimo. Alguns alunos foram pela rua abaixo a portarem-se mal, na biblioteca também se portaram mal e na ida embora também. Durante a visita devia-se ter uma postura adequada e tratar a dona C. bem. A turma foi uma vergonha." L

Mas que Português é Este?!



Mas que Português é Este?

Elsa, Dudú, ajudem-me que eu sou uma pobre menina de Letras, ou de Tretas ou lá o que é, e nem sou de Português... ou eu estou a ficar taralhouca... ou há outro alguém que não eu a precisar de regressar rapidamente aos bancos da Escola, quiçá aos Cursos Novas Oportunidades!
Que pérolas! Que pérolas! Pena que eu não as entenda! Mas que diabo, outra coisa não seria de esperar... afinal sou apenas uma professorzeca! Mas são bonitas, as pérolas! Não há qualquer dúvida sobre este facto!

Nota - O documento foi retirado do blogue do Guinote que pode ser consultado clicando no link http://educar.wordpress.com/

Sócrates e o meu Avô

Sócrates e o meu Avô

Notícias 2009 Fevereiro
MAXMEN Edição Fev 09

1. José Sócrates cumpre bem o papel que os portugueses gostam de projectar nos seus líderes: pragmático, duro e honesto. Ou, em linguagem real: teimoso, surdo e forreta. Ao longo do último século foram inúmeros os líderes que levaram o país a acreditar nas suas oratórias messiânicas e austeras. De Salazar a Cavaco, desaguando agora em Sócrates, o mais importante é mesmo manter um ar sério e compenetrado, ainda que se esteja a pronunciar a pior das mentiras. Desde que a imagem do suposto rigor passe, pouco importam críticas de oposição, jornalistas incómodos ou que a realidade se encarregue de desmentir a teoria. Ainda que, obviamente, a comparação com os dois primeiros seja bastante dura para com o actual primeiro-ministro, a verdade é que, ao longo deste último ano, se agravaram os sintomas de autismo e afastamento em relação à real situação social, económica e financeira do país, como o foi na vigência dos governos dos ditos. Em relação aos professores, esta teimosia, disfarçada de firmeza, tem pura e simplesmente servido os interesses duma potencial futura privatização de todo o sistema de ensino em Portugal. A instabilidade nas escolas, onde o corpo docente e conselhos directivos batalham incessantemente há anos por uma dignificação do aluno, leva a que a opinião pública passe a considerar como porto seguro as escolas privadas, fugindo em massa para este sector e deixando ao abandono aquela que deveria ser a principal área de actuação de qualquer governo desde a implantação da república. Um sistema de ensino público forte, coeso e estável, assim como um sistema de saúde e de justiça, é o pilar de uma sociedade justa e livre, onde a igualdade de oportunidades não seja uma expressão vã. A contínua hostilização aos professores feita por este, e outros governos, vai acabar por levar cada vez mais pais a recorrer ao privado, mais caro e nem sempre tão bem equipado, mas com uma estabilidade garantida ao nível da conflitualidade laboral. O problema é que esta tendência neo-liberal escamoteada da privatização do bem público, leva a uma abdicação por parte do estado do seu papel moderador entre, precisamente, essa conflitualidade laboral latente, transversal à actividade humana, a desmotivação de uma classe fundamental na construção de princípios e valores, e a formação pura e dura, desafectada de interesses particulares, de gerações articuladas no equilíbrio entre o saber e o ter. O trabalho dos professores, desde há muito, vem sendo desacreditado pelas sucessivas tutelas, numa incompreensível espiral de má gestão que levará um dia a que os docentes sejam apenas administradores de horários e reprodutores de programas impostos cegamente. Não sou um saudosista, como bem se pode notar pelo que escrevo aqui regularmente, mas nem toda a mudança é sinónimo de evolução. Pelo contrário, o nosso direito poucas alterações sofreu em relação ao direito romano, e este do grego, sem que com isso se tenha perdido a noção de bem e mal, ainda que relativa de acordo com preceitos culturais e históricos. E, muito menos, a credibilização dos agentes de justiça, mormente magistrados, sofreu alterações significativas ao logo dos tempos, embora aqui também comecem a surgir sintomas de imenso desconforto, para já invisível ao grande público.
2. O que eu gostaria de dizer é que o meu avô, pai do meu pai, era um modesto, mas, segundo rezam as estórias que cruzam gerações, muito bom professor e, sobretudo, um ser humano dotado de rara paciência e bonomia. Leccionava na província, nos anos 30 e 40, tarefa que não deveria ser fácil à altura: Salazar nunca considerou a educação uma prioridade e, muito menos, uma mais-valia, fora dos eixo Estoril-Lisboa, pelo que, para pessoas como o meu avô, dar aulas deveria ser algo entre o místico e o militante. Pois nessa altura, em que os poucos alunos caminhavam uma, duas horas, descalços, chovesse ou nevasse, para assistir às aulas na vila mais próxima, em que o material escolar era uma lousa e uma pedaço de giz eternamente gasto, o meu avô retirava-se com toda a turma para o monte onde, entre o tojo e rosmaninho, lhes ensinava a posição dos astros, o movimento da terra, a forma variada das folhas, flores e árvores, a sagacidade da raposa ou a rapidez do lagarto. Tudo isto entrecortado por Camões, Eça e Aquilino. Hoje, chamaríamos a isto ‘aula de campo’. E se as houvesse ainda, não sei a que alínea na avaliação docente corresponderia esta inusitada actividade. O meu avô nunca foi avaliado como deveria. Senão deveria pertencer ao escalão 18 da função pública, o máximo, claro, como aquele senhor Armando Vara que se reformou da CGD e não consta que tivesse tido anos de ‘trabalho de campo’. E o problema é que esta falta de seriedade do estado-novo no reconhecimento daqueles que sustentaram Portugal, é uma história que se repete interminavelmente até que alguém ponha cobro nas urnas a tais abusos de autoridade. Perante José Sócrates somos todos um número: as polícias as multas que passam, os magistrados os processos que aviam, os professores as notas que dão e os alunos que passam. Os critérios de qualidade foram ultrapassados pelas estatísticas que interessa exibir em missas onde o primeiro-ministro debita e o poviléu absorve. O pior disto tudo é que não se vislumbra alternativa no horizonte. Manuela Ferreira Leite é uma múmia sem ideias, Portas uma anedota, PCP e Bloco, monolitos chatos e nem um rasgo de génio, de sonho, que faça sorrir os portugueses e os faça entender que eles são a verdadeira ‘política’, essa causa nobre que mistura lagartos com défice externo. Porque não há maneira melhor de explicar que a vida de cada um pode melhor quanto melhor ser humano, menos autista, surdo e teimoso for aquele que insiste em nos governar. O meu avô era assim, mas morreu faz muito tempo. E gostava de mais da liberdade para querer mandar. Disso tenho a certeza.
Pedro Abrunhosa

Tirado daqui http://beatrizmadureira.blogspot.com/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Estão Todos Tolos!

Estão Todos Tolos!

Professores dizem que vão participar em Carnaval "obrigados"
20h57m
Os professores do Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura participam e colaboram, sexta-feira, no desfile de Carnaval dos alunos, porque foram "obrigados" pela Direcção Regional da Educação do Norte, disse a presidente do Conselho Executivo.
"Vamos contrariados e desmoralizados mas vamos, porque fomos obrigados a ir por uma determinação da directora regional", afirmou Cecília Terleira.
Os professores daquele agrupamento tinham decidido, em Conselho Pedagógico, cancelar o desfile de Carnaval, alegando falta de tempo para o preparar.
Os docentes queixam-se que estão "atafulhados" de trabalho, com os processos de eleição do Conselho Geral e do director do Agrupamento, as provas assistidas e a avaliação do desempenho, e ainda as provas de aferição e exames nacionais.
Na terça-feira, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, determinou a realização do desfile.
"Determino o cumprimento das actividades com os alunos previstas para esta época", refere o e-mail.
Margarida Moreira lembra que as actividades de Carnaval fazem parte do Projecto Educativo e do Plano de Actividades do Agrupamento e sublinha a sua importância para a escola "cumprir a sua missão de processos de socialização e de aprendizagem para os alunos".
Na quarta-feira e hoje, responsáveis da Direcção Regional de Educação deslocaram-se ao agrupamento para tentar "convencer" os professores a realizarem o desfile, o que só hoje seria conseguido, ao final da tarde.
"Os professores preferiram ceder do que colocar em causa o meu lugar de presidente do Conselho Executivo. Por isso, embora completamente contrariados, vamos todos 'festejar' o Carnaval", disse ainda Cecília Terleira.
A Associação de Pais já se tinha insurgido contra o cancelamento do desfile e chegou mesmo a ameaçar com manifestações públicas de protesto, considerando que os professores estavam a usar os alunos como "armas de arremesso" contra o Ministério da Educação, por causa do processo de avaliação de desempenho.
A agência Lusa tentou, insistentemente, ouvir Margarida Moreira, mas sem sucesso.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1149765

A

A

Hoje cruzei-me com alguns dos meus ex-alunos na portaria da ESA enquanto tratava da permissão da aluna barrada pelo funcionário.

Depois de algumas trivialidades, pergunta-me o A a sorrir:
- Professora, ainda é a Miss PowerPoint?
Respondi-lhe a gargalhar:
- Sim, claro!
Gargalhámos uma e outra vez.
- Professora... tenho saudades das aulas de História!

O A deixou-me até emocionada. Já não é a primeira vez que um ex-aluno me diz isto, mas recebo sempre a informação com espanto. Com verdadeiro espanto. E com muita satisfação! E com emoção!

-Tens, A? Eu também tenho saudades vossas!

E mexi-lhe no cabelito curto, acariciando-lhe o pêlo, acariciando o pêlo daquele aluno tão, mas tão especial, que guardarei para sempre no meu coração.

Milú, Milú, o que sabes tu?

Anedota

Anedota

A anedota de Paredes de Coura conta-se em duas penadas.
Os professores costumam organizar um desfile de Carnaval. Este ano, assoberbados de trabalho, cancelaram algumas actividades previstas no Plano Anual de Actividades e o dito desfile foi uma das actividades que foi para o galheiro! Os professores, habituados a serem paus para toda a colher, dão mostras de real cansaço e o pedagógico do dito agrupamento aprovou a suspensão desta actividade, decerto à espera de melhores dias.
Os papás não estiveram com meias medidas e queixaram-se à DREN. A anedota vem agora... pois não é que a DREN deu ordens para que os professores organizassem o dito do desfile?!!!!
Kakakakaka... hilariante! Kakakakaka... simplesmente anedótico!
Comigo não contariam, mas é que nem que a vaca tossisse, nem que chovessem canivetes!
Comigo não contariam para servir de figurante nesta comédia rasca!

Dias Abaixo de Cão

Dias Abaixo de Cão

Já aqui deixei alguns relatos dos meus dias abaixo de cão. De facto as minhas quintas-feiras são dias completamente abaixo de cão e completamente impróprios para consumo. É claro que dentro deste panorama há dias mais abaixo de cão do que outros e hoje foi um daqueles dias particularmente especiais!
Chegada à ESA pelas 8:15, que eu gosto de ir sem stresse, para iniciar o dia com uma aula muuuuito especial com a minha turma de electricistas que terá direito a post igualmente especial, e que será feito amanhã.
Saída às dez, corrida para o NAE para tratar de assuntos da minha direcção de turma, xiiiiii.... ainda bem que o intervalo tem 20 minutos... meia de leite e pão com manteiga engolidos à pressa na sala de professores e já a tocar para dentro. A aula de CMA com a minha direcção de turma foi ocupada com teste de avaliação e no restante tempo disponível com ralhetes e chamadas de atenção diversas que os alunos têm de sentir rédea curta ou descambam num ápice. Toque para fora, passagem pelos serviços de Psicologia da Escola... não, não sou eu a necessitada... por enquanto! E eis que já toca para dentro e ainda tenho uma aula para leccionar aos meus serralheiros.
Trimmmm, corrida para fora da ESA, o que vale é que eu sou ágil e mexo-me bem e rapidamente estou na pizzaria onde a minha turma de Empregados de Mesa3 me aguardava para almoço. Um deles fazia hoje anos, "Parabéns Carlitos!", fui convidada para as comemorações da efeméride e, é claro, não ia recusar tão simpático convite. Foi uma actividade feita com os meus alunos, não inscrita no Plano Anual de Actividades e, como tal, não preenchi objectivos, nem fiz um balanço final sobre a mesma actividade. Que pecado! Limitei-me a comer uma francesinha... salvo seja! Limitei-me a conversar e a socializar! Mas que pecado! Ainda por cima esqueci-me da máquina fotográfica e lá se foram as "evidências" deste trabalho que por vezes se prolonga pela hora do almoço, deste apoio invisível que todo o professor que se preze dá aos seus alunos!

Lulú, Lulú, onde estavas tu?

Parabéns, parabéns e alas que se faz tarde para a escolinha. Pelo caminho toca o meu telemóvel. Sim? Pois... tantas recomendações dou na portaria para que não deixem sair os alunos da minha direcção de turma que não estão autorizados pelos seus EE que a A foi barrada e está impedida de sair! Pelos vistos o seu cartão de estudante teve um peripaque e diz-lhe "Saída não autorizada!" Sim, sim, estou mesmo a chegar à Escola, espera por mim no portão e eu já te resolvo isso. E alas que já é tarde... corre corre para o NAE, Anabela Maria...
Uf! Uf! Mafaldinha, Mafaldinha... sim, é verdade, ambas engolimos o almoço num ápice porque o trabalho não nos dá tréguas e tem de ser feito e há muito que preparar para a minha reunião das 17:00. Tudo o que tinha de ser tratado foi tratado, num corre corre... é lá! Já toque para dentro? E os meus alunos de Carpintaria já à minha espera no portão! Corre, corre, Anabela Maria!!
Uf! Uf! Meninos, quero um comportamento irrepreensível... rua abaixo e dentro da Biblioteca. Ambos são espaços públicos, não são privados, daí todos nós termos de nos comportar com especial cuidado. E lá arrancámos, a pé, para a Biblioteca cá do Burgo. Isto está tudo pensado e enquanto percorremos as ruas de Amarante tratámos da nossa boa forma física e contribuímos para que ela se mantenha. À chegada, e antes de entrarmos, novas recomendações, que eu sei do que a casa gasta e alguns não são assim tão certos! Enfim, nada a registar em especial, a visita correu francamente bem, resta-nos agora a subida até à Escola.
Corre, corre Anabela Maria, mesmo a tempo de voltar de novo ao Serviço de Psicologia... não, ainda não foi desta que precisei destes serviços, relatório recolhido, ida rápida à Direcção entregar um telemóvel que um dos meus alunos encontrou pelo caminho, no chão, e me entregou. Inacreditável! É verdade, um aluno dos CEFs!!! Verdadeiramente inacreditável! Afinal temos mesmo gente bem formada nestas turmas! É que eu não vi tal coisa acontecer e só o soube pelo próprio!
Corre, corre, Anabela Maria, que já está na hora da Reunião Intercalar da tua Direcção de Turma.. e que Direcção de Turma!!! E corre, corre Anabela Maria que já estás atrasada para a próxima Intercalar!
Uf! Uf!
Cheguei agorinha a casa onde ainda não tinha regressado desde a manhã.
Tenho quase 50 anos e, bolas, estou estafada!
Uf! Uf!

As Agressões a Professores Continuam

As Agressões a Professores Continuam

Figueira da Foz: Professora agredida a murro por mãe de aluna
18 de Fevereiro de 2009, 20:41
Figueira da Foz, Coimbra, 18 Fev (Lusa)

Uma professora de História da Escola Secundária Bernardino Machado, na Figueira da Foz, foi alegadamente agredida a murro pela mãe de uma aluna do 11º ano, tendo apresentado queixa na PSP, disse hoje fonte policial.
"Foi uma agressão física sem arma. A senhora foi vista no centro de saúde e depois formalizou a queixa", disse à AGÊNCIA Lusa fonte da PSP da Figueira da Foz.
O caso aconteceu sexta-feira, durante uma reunião na escola sobre o rendimento escolar da aluna, entre a mãe da rapariga - já identificada pelas autoridades - e a docente, ambas com cerca de 40 anos.
A fonte da PSP considerou estar-se perante uma "situação muito grave", dado o contexto em que a alegada agressão ocorreu.
"Nem sequer necessita de queixa, segundo o Código Penal. É um crime público, porque há uma relação directa entre a função da docente e a agressão", explicou.
O caso está entregue ao Ministério Público.
JLS.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Anedota

Anedota

Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo??!!!
Ministro: Olha, olha, está tudo bem?!
Empresário: Eh pá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo.
Ministro: E que habilitações ele tem?!
Empresário: Tem o 12.º completo.
Ministro: O que ele sabe fazer?!
Empresário: Nada, sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas da manhã!
Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor, fica a ganhar cerca de 4000, agrada-te?! Empresário: Isso é muito dinheiro, com a cabeça que ele tem era uma desgraça... não arranjas algo com um ordenado mais baixo?!
Ministro: Sim, um lugar de Secretario já se ganha 3000!...
Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada volta dos 600/700???
Ministro: Eh pá, isso não, para esse ordenado tem de ser Licenciado , falar Inglês e dominar Informática!!!...

Anedota

Anedota

«Na sua recente visita aos Estados Unidos, *José Sócrates* e a sua comitiva hospedaram-se num luxuoso hotel.
Cerca das 17h00, José Sócrates pegando telefone, liga ao serviço de quartos e diz:
- "TU TI TU TU TU TU"
A recepcionista não compreende o que quer dizer José Sócrates e, pensando que se trata de uma mensagem cifrada, avisa o FBI.
Num ápice, apresentam-se dois agentes do FBI que, postos ao corrente de tudo mas não conseguindo desencriptar a mensagem, decidem chamar a CIA. Os serviços secretos mandam mais dois agentes ao hotel, os quais começam logo a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado.
Entretanto, José Sócrates volta a telefonar e todos o ouvem repetir:
- "TU TI TU TU TU TU"
Desesperados, os agentes resolvem recorrer ao tradutor oficial da embaixada dos Estados Unidos em Portugal. Um caça supersónico do Pentágono desloca-se ao aeroporto de Figo Maduro, e o tradutor é conduzido, sem mais delongas, aos Estados Unidos.
Chegado ao hotel e posto ao corrente da situação, o tradutor disfarça-se de criado, vai aos aposentos de José Sócrates e... descobre o mistério:
O primeiro-ministro português queria dizer, no seu inglês técnico (da Universidade Independente)

- two tea to 222.»

Nota - Esta já é velha, mas é muito engraçada e ainda não estava aqui registada. Aqui a deixo agradecendo ao Patrício o seu envio.
Apesar de a conhecer, a verdade é que gargalhei de novo!

Balanço

Balanço

Tenho andado a reler as minhas postagens antigas, fruto da reorganização dos posts por etiquetas que estou a fazer aqui no blogue. Sempre fui uma rapariga arrumada e estava a fazer-me confusão não ter a possibilidade de rapidamente reler uma postagem sobre um amigo, ou sobre uma viagem, ou sobre os alunos, sem ter de perder imenso tempo entre dois anos de inúmeras postagens.
O facto de ter tido ultimamente o percalço com as fotografias, e de ter percebido que tenho de ser mais cuidadosa com a sua introdução aqui no blogue, só veio fazer com que este desejo se tornasse mais rapidamente realidade e, aos pouquitos, lá vou arrumando centenas e centenas de postagens, muito diferenciadas entre si. Pelo caminho, e a cada passo, lá descubro, tropeçando, mais uns buracos negros espalhados a torto e a direito por este blogue, consequência dos apagões por mim mesma provocados nos álbuns Picasa. É que não se colocava mais nenhuma alternativa, esgotada que estava a capacidade de albergar mais fotografias neste Picasa, que eu nem sabia que comandava os destinos das ilustrações deste blogue!
E foi esta oportunidade de retroceder no tempo que me deu a possibilidade de constatar que este blogue foi, nos seus primórdios, um blogue muito mais intimista do que aquilo que é hoje.
Com o tempo e com a conjuntura política nacional e, particularmente, com a conjuntura nefasta e perniciosa no sector educativo a degradar-se, este blogue tornou-se muito mais uma arma política do que outra coisa qualquer.
Confesso que esta evolução não é inteiramente do meu agrado. Confesso que preferia estar a falar dos meus muros e dos meus caminhos da Barca, do jardim pedregoso do Escorpião Azul, dos meus caminhos e das minhas viagens, se bem que, e pensando bem, as postagens mais antigas já reflectem a pessoa combativa que eu sou e como tal seria completamente irrealista pensar que me seria possível assistir, calada e/ou indiferente, à degradação da minha profissão, que decididamente já não é o que foi, e que está hoje incomparavelmente pior, com uma conflitualidade e uma sacanice à solta a que eu jamais tinha assistido. "Coisas" do género "eu sou melhor do que tu, ninguém está à altura de me avaliar, eu sou melhor do que todos, quero que fique em acta que este conselho de turma é uma balda, vocês não se inscrevem na Ceia de Natal porque estão a misturar tudo e porque sois uns cobardes, não falo e não me dou com ninguém porque toda a gente excepto eu é medíocre, vou virar o bico ao prego e de malcriada, arrogante e desequilibrada vou-me fazer mas é de vítima e fazer queixinhas ao coordenador e ao director que o conselho de turma me está a boicotar o trabalho porque eu pedi aulas assistidas e concorro para o excelente, eu pedi a avaliação complex porque vi afixado o prazo para a pedir e eu nem percebo nada disto porque ando aqui a ver passar os comboios"... e já nem digo mais nada que o desgosto e a tristeza são imensos ao ver estas atitudes baixas, pequeninas, pequenininas...
Por tudo isto este blogue seguiu o rumo que seguiu. Logo que esta equipa ministerial e este governo incompetente deixem o leme do Ministério da Educação e de Portugal espero que também este blogue retome um outro rumo, bem mais interessante e feliz. Se isso acontecer será só porque estamos todos no bom caminho.
No entanto tenho consciência de que as sequelas são imensas e as feridas não sei se cicatrizarão convenientemente.
Enfim, hoje está sol... por isso saibamos merecê-lo e por isso hoje não se fala mais nisto.
Ou falará?

Versões para todos os gostos



Versões para todos os Gostos

Sim, sem dúvida que «esta é uma versão sui generis, do tipo "se me suplicarem muito defino-vos os objectivos"». Confesso que esta é uma das mais criativas e hilariantes versões a que já tive acesso, na linha de um "Agarrem-me senão eu mato-me!"
Mas ao que nós chegamos!
Ao que nós chegamos, fruto de uma sementeira tinhosa semeada por este trio maravilha que não meio de cair de podre!
Irra!
Nota - É favor clicar na imagem para ampliar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

DREN/Ministério da Educação

DREN/Ministério da Educação

DREN/ME PÕEM EM CAUSA O DIREITO À GREVE
SPN DENUNCIA PROCEDIMENTO ILEGAL NA GREVE ÀS AULAS ASSISITIDAS

Na ânsia de desmobilizar a luta dos professores, o Ministério da Educação (ME) tem recorrido a interpretações abusivas da legislação, pressões e ameaças, das quais tem resultado o alastramento de um clima de medo nas escolas.
Como se tudo isto não bastasse, vem agora o ME procurar impedir os avaliadores de fazer greve às aulas assistidas. Lembra-se que os avaliadores, ainda que discordando desse modelo, estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem em greve.
Um professor do Agrupamento de Escolas Abel Varzim, em Barcelos, que, exercendo o seu direito à greve, faltou a uma aula assistida no passado dia 6 de Fevereiro, foi informado de que, por e-mail, a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) terá feito chegar ao órgão de gestão da escola as seguintes directivas:
- a escola deverá proceder ao desconto integral de um dia de vencimento, quando o professor em causa cumpriu o seu horário, tendo apenas faltado a uma aula;
- o Presidente do Conselho Executivo deverá marcar a aula em falta, sucessivamente, de 24 em 24 horas.
Estas orientações não só incorrem num inaceitável vício de violação da lei por incompetência, como também configuram uma situação absurda de enriquecimento sem causa do Estado, que, desta forma, não remuneraria trabalho prestado.
Para além dos procedimentos que os serviços jurídicos do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) não deixarão de desenvolver para que seja reposta a legalidade da situação referida, a Direcção do SPN manifesta de forma veemente o seu repúdio por mais esta atitude da DREN, elucidativa da falta de cultura democrática deste ME e deste Governo.
Porto, 12 de Fevereiro de 2009
A Direcção do SPN

Ainda o Aniversário deste Blogue


Laçarote Comemorativo
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Ainda o Aniversário deste Blogue

Pois foi, deixei passar o aniversário deste blogue, entretida que estive a terminar um teste para a minha turma de Carpinteiros 1. É, os meus Cefs também fazem testes, isto para além de outras coisas, e toca de não os defraudar que o dito estava já marcado, com antecedência, para hoje.
Tão entretida estive que deixei passar a hora, e deixei mesmo passar o dia do segundo aniversário deste blogue e, assim sendo, este ano não terei direito a bolito, imersa que tenho estado em trabalho na ESA e em trabalho para a ESA.
Não importa. Fotografei um dos meus laçarotes festivos que animará hoje este espaço que sem dúvida já conheceu dias mais felizes... e mais infelizes também.
Em jeito de balanço que posso eu dizer?
Que quase não houve dia em que não postasse durante estes dois anos de vida. Que foi importante o apoio do Helder Barros, o meu quase único leitor meses a fio durante... sei lá... durante os primeiros meses de escrita e de vida desta coisa chamada blogue.
"Helder, Helder lê o meu post logo que possas e diz-me qualquer coisa..."
E o rapaz lá lia e dizia-me sempre qualquer coisa...
Obrigada Comandante. :)
De resto que posso eu acrescentar? Que este espaço continuará a crescer enquanto fizer sentido para mim e que por enquanto faz todo o sentido. Que acrescentei novos amigos à minha lista extensa, desta feita amigos que não julgava possível encontrar, mas que encontrei, o que acabou por se revelar uma surpresa boa boa que veio enlaçada em laçarotes de todas as cores... todas menos rosa! E com nomes... os laçarotes... Maria do Carmo, Elsa D, Raul M, Passi, Rui Galego, Maria A, Maria E ou Dudú, Fátima, Ângelo O...
Bem sei que tenho recebido protestos de alguns amigos antigos...
"Bolas para a Lulú! Estou até preocupado com a tua sanidade mental!"
Pois, que posso eu dizer? Eu também! Eu também!
Este problemão da Educação em Portugal afecta-me. Negativamente.
Tenho-me por pessoa responsável e esforçada. Mentiria se dissesse que consigo viver esta palhaçada com indiferença.
Por isso assumo esta luta contra a incompetência legislativa deste governo e não lhe dou muitas tréguas mesmo se com um grande sentimento de nostalgia por posts felizes e bem humorados como "Eu e a rapaziada", "Carteirinhas Florais", "Aventuras na Cozinha" ou "Conversas com Extraterrestres". Voltarei aqui. Espero que em breve.

Cordão Humano



Cordão Humano

Os protestos continuam. O próximo dia 7 de Março será dia de luta mais visível para os professores. O próximo dia 7 de Março será dia de cordão humano em Lisboa.
Força FENPROF, a luta continua!

Aniversário

Aniversário

Ontem foi dia de aniversário. Ontem este blogue fez dois anos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Campanha Negra

Campanha Negra

Este texto circula via e-mail e ao lê-lo fica-se para sempre convencido da veracidade da tal de Campanha Negra. Mas é que não restam quaisquer dúvidas!
Ou restam?

"Parece que sim, Sócrates está a ser vítima de uma, imagine-se ... "campanha negra".
Uma "campanha negra" que não é de agora:

- No dia 13 de Fevereiro de 1992 aparece na Assembleia da República um Registo Biográfico FALSIFICADO com a sua própria letra. Até hoje, NINGUÉM foi capaz ainda de explicar como foi possível aparecerem 2 cópias escritas por ele próprio, cada uma delas com informações diferentes sobre as suas habilitações literárias e profissão.

- No dia 08 de Setembro de 1996, a um DOMINGO, enquanto grande parte dos portugueses ia à missa, José Sócrates "licenciou-se" em "engenharia civil". Já nem vale a pena falar na "campanha negra" que foi a equivalência de 26 disciplinas, no exame por FAX ou no amigo-professor-António-Morais que lhe fez os "exames". Mais tarde, no âmbito da mesma "campanha negra", José Sócrates encerra a Universidade que lhe deu o curso, face ao conjunto de vergonhas que se foi sabendo, e antes que se viesse a saber mais alguma coisa.

- Em 13 de Maio de 2008, há uma "campanha negra" que apanha José Sócrates a fumar num avião desobedecendo, em absoluto, àquilo que ele próprio tinha legislado e que antes mesmo já não era permitido em aviões. Queixinhas, informou os jornalistas que não tinha sido só ele, também o Ministro Manuel Pinho o tinha feito. E para completar a "campanha negra" ... NÃO PAGOU A MULTA!

- Em 31de Janeiro de 2008, a "campanha negra" continua. O jornal Público denunciava que Sócrates assinava projectos de casas na Guarda das quais não era o autor mas sim Manuel Caldeira, funcionário da câmara municipal da Guarda e um colega de "curso" da Universidade Independente (dos 22 projectos localizados por amostragem, 16 foram aprovados em menos de um mês; desses houve nove aprovados em menos de dez dias e, destes, três em menos de três dias).
Desta "campanha negra" voltou-se recentemente a falar quando o Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente, também este colega de "curso" de Sócrates na Universidade Independente (irrra... sempre a Independente) e autor de um dos projectos que Sócrates assinou, arquivou um inquérito feito a este caso por uma comissão "independente" feita por empregados ... da própria autarquia.

- Agora, é o caso Freeport. Parece que tudo está claro, estão-lhe a montar uma "campanha negra", basta dizer que o tio que lhe diz que "alguém" quer 4 milhões de luvas e ele não chama a Judiciária nem o Ministério Público. Não denunciou o caso? PORQUÊ??
No mínimo, isto é demasiado "amador", qualquer criança denunciava IMEDIATAMENTE o facto."

Nota - Finda a leitura não sei se o texto diz verdades, não sei se o texto diz mentiras. Ai que estou a ficar tão baralhada!

O Freeport no Daily Mail

O Freeport no Daily Mail

Para quem tiver curiosidade de ler o que se vai escrevendo em Inglaterra sobre este assunto tão quente.

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1133106/Edward-Sophie-Portugals-PM--4m-corruption-row-giant-mall-built-British-firm.html

Portugal menor?

Portugal menor?

P. m.: PORTUGAL menor?

Assiste-se, em Portugal, a fenómenos curiosos:

1. Alguns políticos, quando confrontados com determinados factos, padecem de amnésia selectiva. São os casos de J.S. ou de D.L.
"Não me lembro" não significa ausência de capacidade de retenção de informação, mas faltar à verdade ou mentir.

2. Depois, temos aqueles desejos, tão desmesurados, que rapidamente se metamorfoseiam em factos: são as casinhas da Guarda, a licenciatura rápida numa Universidade Independente de Credibilidade, um relatório da OCDE que, afinal, não era da OCDE, mas poderia ter sido. De permeio somos confrontados com o "Freeport" e a "Nova Setúbal".
É o princípio do prazer a sobrepôr-se ao da realidade.

3. Portugal está em recessão e o P.m. (Primeiro ministro) está a ser perseguido.
Ora bem: quanto ao primeiro facto, a culpa é da conjuntura externa; quanto ao segundo pseudo-facto, a culpa é dos partidos da oposição que não conseguem exercer a sua actividade sem recorrerem ao "argumentum ad hominem". Não aprenderam a "malhar", ou seja, a "reunir o gado em determinado ponto". Ponto isento de crítica.
Nos dois casos, a mesma ideologia de vitimização.
Sempre que a prática política for cúmplice da negritude da suspeita haverá uma "Campanha Negra". Sempre que a política for um prolongamento de um qualquer Eu desesperado por afirmação e notoriedade pessoais, presenciaremos as "forças (pouco) ocultas": as que são movidas pelo dinheiro.

4. Gravoso é a quantidade de "dados irregulares" associados à figura do P.m. (Primeiro ministro) que transformam o País num segundo P.m: Portugal menor.

Karl Popper afirmou que a nossa sociedade (ocidental) era a melhor porque a mais justa e a mais predisposta ao aperfeiçoamento. Mas estes sintomas, descritos, indiciam um diagnóstico alarmante: a democracia está doente, sobretudo, porque os políticos servem os seus interesses mesquinhos. Servem-se da política, aviltando-a.

O primeiro dever da Democracia é o de recusar-se a morrer.
O segundo é o de os eleitores esclarecidos não serem os seus carrascos.

Certo, certo, é que nenhum fato Armani conseguirá ocultar as nódoas de carácter ... ou esbater a crise económica e axiológica da sociedade portuguesa.

Elsa Cerqueira

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Vaia con El Demo

Vaia con El Demo

Ministra destaca aposta na formação profissional numa visita em que foi vaiada
13 FEV 09 às 19:40
Lusa
Maria de Lurdes Rodrigues durante a sua visita à Feira das Educação, Formação Juventude e Emprego

A ministra da Educação destacou, esta sexta-feira, numa visita à Exponor, durante a qual recebeu assobios e apupos de dezenas de alunos de Matosinhos, a aposta na formação profissional, relevando que o número de alunos que escolheram este caminho triplicou.

Reportagem da Jornalista Alexandra Nunes sobre a visita da ministra da Educação à Feira das Educação, Formação Juventude e Emprego

Rodeada de policias e em velocidade cruzeiro, Maria de Lurdes Rodrigues apressou-se a visitar a Qualific@ - Feira das Educação, Formação Juventude e Emprego, fazendo poucas e curtas paragens nos stands.
Em declarações aos jornalistas, a titular da pasta da Educação preferiu sublinhar a importância da feira, desvalorizando a ruidosa recepção dos alunos de Matosinhos.
«Tudo faz parte da vida. O mais importante é sublinhar o trabalho que aqui está a ser apresentado pelas escolas, pelos professores e pelos alunos», disse.
A ministra destacou que «este tipo de feiras são muito importantes, porque permitem aos jovens de outras idades e de outros ciclos de ensino» descobrirem «instrumentos de trabalho diferentes» e contactarem directamente «com outras alternativas de trabalho e estudo».
Durante a manhã desta sexta-feira, Maria de Lurdes Rodrigues lançou novas escolas em Paredes e conheceu os projectos do município, desta vez sem quaisquer incidentes.

Se tiver pachorra para a ouvir...
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1144639

Contra a Escola-Armazém, ou Depósito, ou como lhe queiram chamar




Contra a Escola-Armazém, ou Depósito, ou como lhe queiram chamar!

Já acontece em Amarante, no privado. Crianças de infantário que são largadas às 8:00 da manhã e que são levantadas pelas 19:00 da noite.
Pobres crianças! Que desgraçado mundo estaremos a construir?

Nota - Agradeço à Maria Almeida o recorte do artigo de Daniel Sampaio, saído na Pública de hoje.
Para ler o artigo é favor clicar no dito.

Ciúmes e Equívocos




Ciúmes e Equívocos

Os ciúmes nunca foram bons conselheiros e são muitas vezes responsáveis por equívocos e situações constrangedoras. O melhor mesmo é não sofrer desse mal insidioso... mas reconheço que os professores(as) são agora um alvo fácil... com reuniões e mais reuniões que se prolongam pela noite dentro e cada vez mais tempo passado com os sexys dos computadores... homens e mulheres deste país, que por sorte ou azar partilham a casa com os ditos, têm agora ainda mais motivos para andarem irritados. Não chegava a crise?

Nota - Thanks, Maria, pelo recorte.

É que tem mesmo que Ser



É que tem mesmo que Ser.

É que não vamos lá de outro modo. É que a paciência tem limites e a nossa está francamente esgotada para gozos e trapalhadas.~

Nota - Com os meus agradecimentos à Dudú, pelo recorte.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Ora vamos lá ver quem tem Razão

Ora vamos lá ver quem tem Razão

"Quaisquer pareceres não determinam as ilegalidades ou inconstitucionalidades das leis, muito menos os pedidos por particulares. A única entidade com essa capacidade é o tribunal."

E é assim que o ME terá aquilo que pede, e merece, há muito. Pena que os tribunais sejam tão lentos nas suas decisões. Não importa. A produção legislativa, labiríntica e contraditória, de pessoas manifestamente incompetentes, que já deixou a Escola Pública a ferro e fogo, vai para tribunal.
Os prejuízos estão já causados. Os fogos, eormescos, estão já ateados. Quem os apagará? Esta equipa não, com toda a certeza!
Não se pode avaliar políticos incompetentes? Não se pode impedi-los de causar estragos noutras áreas quaisquer que elas sejam desde que sejam Cousa Pública?

Avaliação do Desempenho

Avaliação do Desempenho

Professores em guerra jurídica contra ministério
RITA CARVALHO e PEDRO SOUSA TAVARESVASCO NEVES

Avaliação.

Nas próximas semanas vai dar entrada no tribunal administrativo uma providência cautelar contra os objectivos individuais da avaliação. Entretanto, os sindicatos e o advogado Garcia Pereira acusam ministério e escolas de intimidação e abuso de poder, e até já admitem possíveis queixas-crime
Professores em guerra jurídica contra ministério
Os professores querem avançar com queixas cíveis e até criminais contra a Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), as escolas e, em última instância, a equipa ministerial. Em causa, dizem, está o clima de ameaça e intimidação que tem sido praticado pelo Ministério da Educação para que sejam entregues os objectivos individuais na avaliação, algo que os professores consideram não ser uma obrigação da lei.
A batalha jurídica decorrerá em várias frentes. Nas próximas semanas, a Federação Nacional do Ensino e Investigação (Sindep/Fenei) avançará com providências cautelares para suspender os objectivos. Carlos Chagas, presidente do Sindep, diz que em causa está um crime de "abuso de poder" pelas escolas. Já a Fenprof, vira-se contra a DGRHE por considerar que está a induzir os conselhos executivos a notificarem "ilegalmente" os professores que não entreguem os objectivos. Na segunda-feira, este organismo do ME enviou e-mails não assinados para as escolas informando que, à luz do simplex da avaliação (decreto regulamentar 2/2008), é obrigatória a entrega destes documentos e que sem a sua fixação não seria possível avaliar o desempenho dos professores, pois a avaliação ficaria inviabilizada. Ontem foram os professores a receberem mensagem idêntica.
Aliás, é isso mesmo que já está a acontecer em muitas escolas, apurou o DN. Algumas notificam os docentes de que sofrerão consequências por não terem entregue os objectivos, embora não as especifiquem. Noutras, com o prazo para a entrega já terminado, os professores têm sido informados de que não serão avaliados e perderão dois anos de serviço.

Parecer jurídico

Ontem, Garcia Pereira considerou que "o clima de intimidação praticado pelo Ministério da Educação junto dos professores é susceptível de pronunciar um crime". O especialista em direito laboral - que ontem apresentou um parecer jurídico identificando várias inconstitucional idades e ilegalidades nas normas que regulam a avaliação - voltou a sublinhar que não há nada na lei que obrigue os professores a entregarem objectivos. E considerou que "ameaçar alguém com um mal ilícito para o coagir a fazer algo que ele não quer é um problema do foro criminal". Os professores vão agora definir a sua estratégia de actuação, explica Paulo Guinote, líder do grupo que solicitou o parecer. Ao que está a ser ponderado, o ME responde: "Quaisquer pareceres não determinam as ilegalidades ou inconstitucionalidades das leis, muito menos os pedidos por particulares. A única entidade com essa capacidade é o tribunal."

In http://dn.sapo.pt/2009/02/14/sociedade/professores_guerra_juridica_contra_m.html

Carta Aberta

Carta Aberta

Carta Aberta aos Presidentes dos Conselhos Executivos

Colegas,

Todo o processo relacionado com a avaliação de desempenho está a ser extremamente complexo e doloroso para os professores, incluindo, naturalmente, os que exercem funções nos órgãos de gestão das escolas. Se outras razões não existissem para suspender o modelo que o Ministério da Educação impôs, estas seriam suficientemente fortes para que o Governo já tivesse ouvido os Professores, incluindo os membros dos órgãos de gestão, as organizações sindicais, os partidos políticos da oposição e diversos dos seus próprios deputados e dirigentes. Essa suspensão seria o ponto de partida para que todos nós, os que pugnamos por uma Escola Pública de Qualidade e sabemos da importância de dignificar e valorizar a profissão e os profissionais docentes, pudéssemos reflectir, debater e aprovar um novo modelo de avaliação, formativo e relevante para o desempenho dos docentes.
Chegámos ao momento de serem fixados os objectivos individuais de avaliação (OI) e muitos colegas decidiram não os entregar, abdicando de um direito que a lei lhes confere, mas, precisamente por ser direito, não obriga a que o exerçam.
Na ausência de um quadro legal diferente daquele que existe, responsáveis do Ministério da Educação referem-se a abstractas penalizações e a DGRHE, quer através de respostas que envia às escolas, quer de alegados esclarecimentos que coloca na sua página electrónica ou divulga por correio electrónico, quer, ainda, através das designadas FAQ's, faz passar uma mensagem que é dúbia e está a levar muitos colegas Presidentes de Conselhos Executivos (PCE's), nas "Notificações" que entregam aos professores, a prestarem informações falsas e a incorrerem em ilegalidade.
É verdade que a auto-avaliação (primeira fase do processo avaliativo) deverá ter referências previamente fixadas, mas nada obriga o avaliado a propô-las e este não tem competência para as fixar.
Pode o avaliador, este ano o PCE, prescindir de fixar os OI, dada a simplificação que foi aprovada, pois, na verdade, os parâmetros e itens considerados ou não carecem de OI ou, os que, eventualmente, necessitariam, encontram-se fixados no Projecto Educativo de Escola (PEE), Plano Anual de Actividades (PAA) e Projecto Curricular de Turma (PCT). O que o PCE não pode é informar o avaliado que, por não ter apresentado a sua proposta de OI, isto é, por não ter exercido um direito, "estará impedido de elaborar a sua auto-avaliação", "estará impedido de ser avaliado", "deixará de lhe ser considerado o tempo de serviço para evolução na carreira" ou "produzir-se-ão efeitos previstos em [determinados] artigos do ECD".
Por serem ilegais aqueles procedimentos, os Sindicatos da FENPROF accionarão os mecanismos jurídicos e judiciais adequados sempre que um professor for notificado naqueles termos. Além disso, não pode o docente deixar de ser avaliado por razão imputável ao avaliador (por exemplo, decidir não avaliar porque o avaliado abdicou de exercer um direito), sob pena de, a este, se aplicar o disposto no artigo 38.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, que prevê a destituição do cargo e a instauração de procedimento disciplinar.
Na opinião da FENPROF, a administração educativa está a agir de forma que não respeita o princípio da confiança a que está obrigada perante os seus administrados, designadamente os que exercem cargos e funções de direcção, levando-os a incorrer em procedimentos ilegais. Por essa razão, recorreremos aos Tribunais apresentando queixa contra a DGRHE por violação daquele princípio.
Colega,
Procurando contribuir para a suspensão deste modelo de avaliação, a FENPROF irá, ainda, accionar os seguintes procedimentos:
1. Exigência, junto dos PCE's, de fundamentação legal das Notificações que estão a ser enviadas aos professores;
Decorrente do anterior, interposição de acções administrativas especiais de impugnação de actos administrativos fundamentados em normas ilegais do actual modelo de avaliação e, eventualmente, entrega de pedidos de declaração de ilegalidade circunscritos a casos concretos das referidas normas;
Requerimento, junto do Ministério Público, para declaração de ilegalidade de normas do Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009;
Apresentação de requerimento, junto do Provedor de Justiça, PGR e Grupos Parlamentares, no sentido de ser suscitada a fiscalização sucessiva e abstracta da constitucionalidade do Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009, de 5 de Janeiro;
Contamos consigo, como contamos com todos os Professores na construção de uma Escola Pública de Qualidade e na dignificação dos profissionais e do exercício da profissão docente.
Com os melhores cumprimentos, um Abraço

Mário Nogueira
Secretário-Geral da FENPROF
 
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