sexta-feira, 20 de abril de 2018

A Reacção da FENPROF à Iniciativa Legislativa dos Professores


A Reacção da FENPROF à Iniciativa Legislativa dos Professores

Ponto um - Se a "lei" fosse lei, cumpria-se.
Ponto dois - Uma recuperação parcial, aliás, escandalosamente parcial, tem sido a posição do ME desde o início das "negociações". "Milhentas" reuniões depois, estamos onde?
Ponto três - Negociar implica dar e receber, ceder e ganhar. Ora, o que tem acontecido parece mais coreografia para engonhar meninos de coro. O ano está a acabar... e?
Ponto quatro - Dia 19 de Maio, lá estamos na Manif! Porque todas as formas de luta são válidas e umas não anulam as outras. Antes somam.

20 abr 2018 / 16:24

A luta fará a diferença!

À FENPROF e aos seus Sindicatos têm chegado alguns pedidos de informação sobre a adequação e eficácia de, através de iniciativas legislativas, qualquer que seja a sua natureza, serem apresentados projetos de lei, visando a recuperação do tempo de serviço congelado nos períodos 2005-2007 e 2011-2017.
A esse propósito, a FENPROF esclarece: 
  • A recuperação do tempo de serviço que esteve congelado, totalizando mais de 9 anos e 4 meses, é compromisso do governo, assumido em 18 de novembro, recomendação da Assembleia da República ao governo, constante na Resolução nº 1/2018, mas também, uma obrigação legal que decorre do artigo 19º da Lei nº 114/2017, de 29 de dezembro, lei que contém o Orçamento do Estado para 2018 (LOE). Tudo isto já resulta da grande luta que os professores têm desenvolvido; 
  • Situando o problema no aspeto legal, convém esclarecer que o artigo 19º da LOE tem como objeto recuperar o tempo de serviço nas carreiras, cargos ou categorias integradas em corpos especiais (o que inclui a carreira docente), apenas não decidindo o que terá de resultar de negociação coletiva: o prazo e o modo para a sua concretização; 
  • A existência de projetos de lei sobre recuperação do tempo de serviço, seja da iniciativa de um grupo parlamentar, do governo ou de grupos de cidadãos, esvaziaria o objeto do artigo 19º da LOE; 
  • Isso significaria o reconhecimento da necessidade de uma lei que estabelecesse o tempo a recuperar, abrindo espaço à admissão de projetos de leis prevendo a recuperação de todo o tempo de serviço, mas também de outros, prevendo apenas uma recuperação parcial; 
  • Pelo que antes se refere, a FENPROF considera que o que falta não é enquadramento legal, mas que o governo cumpra a lei, respeitando a Lei do Orçamento do Estado, acolha a Recomendação da Assembleia da República e honre o compromisso assumido. Se não o fizer, o que dos professores se espera é que prossigam a luta, desde logo participando massivamente na Manifestação Nacional do próximo dia 19 de maio.

Por último, a FENPROF reafirma que: 
a)      Relativamente ao período de congelamento, não pode haver qualquer exceção em relação à avaliação do desempenho dos docentes, devendo a todos, nos termos do disposto na Lei do Orçamento do Estado, ser atribuído Bom; 
b)      Para recuperar todo o tempo de serviço, a FENPROF, com o objetivo de viabilizar a sua concretização num quadro financeiramente sustentável, já apresentou ao governo, com conhecimento aos grupos parlamentares e divulgação pública, a sua proposta de grelha de recuperação, bem como a posição face à proposta do governo. 

O Secretariado Nacional

A Iniciativa Legislativa e a Plataforma da Assembleia da República


A Iniciativa Legislativa e os Crashes da Plataforma da Assembleia da República

Para além da plataforma da Assembleia da República não ser propriamente amigável, como já assinalou, e muito bem, o Paulo Guinote, a plataforma, que nos deve ter custado os olhinhos da cara a todos!, mais não tem feito do que, todas as noites, crashar, impedindo toda e qualquer entrada seja para assinar, seja até para visualizar o número de assinaturas.
Ora, é à noite que os professores e não só!... mais podem juntar-se a esta iniciativa que exige que o trabalho dos professores seja respeitado. O que é o mesmo que contado.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Recuperar Todo o Tempo de Serviço Docente


Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Recuperar Todo o Tempo de Serviço Docente

A informação sobre esta Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Recuperar Todo o Tempo de Serviço Docente já está a chegar ao corpo docente de algumas escolas. Queremos crer que não escapará um único professor a ter acesso ao teor desta iniciativa que obrigará os senhores deputados da assembleia da república a pronunciar-se sobre ela. Sendo que, no final de 2017, se pronunciaram fazendo uma recomendação ao governo para que este contasse o tempo de serviço docente na sua totalidade.
Não podemos aceitar que o tempo de serviço efectivamente cumprido seja desbarato, ficando nós, até à morte, penalizados nos rendimentos a que temos direito. Já cumprimos a nossa parte. Já demos dez anos de contributos extraordinários à Nação.
Sejam introspectivos.
Um conselho: Roubem-se a vocês próprios!

Podem aceder à plataforma a partir daqui. O link é directo.
Podem assinar os docentes, os seus pais, filhos, irmãos, tios, padrinhos, madrinhas, afilhados, funcionários das escolas,os padeiros e os advogados... e sim, os reformados também! 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

FNE - Pérola Sindical


FNE - Pérola Sindical

"A capacidade legislativa reside na Assembleia da República  e a iniciativa legislativa deve ser dos partidos políticos e não dos cidadãos."

João Dias da Silva

Como disse?!!!!!!!!!!!

Nota - E era... que a nossa cidadania, expressa na nossa capacidade interventiva, se ficasse pela caricatura!

Redundâncias Sindicais


Redundâncias Sindicais

Enésima reunião com o ME para tratar dos mesmos assuntos? Enésima coreografia? E ainda não cansaram?!

A Iniciativa dos Professores e a Reacção dos Sindicatos


A Iniciativa dos Professores, a Reacção dos Sindicatos e a Minha Reacção à Reacção

Até vou copiar a notícia toda, coisa que não costumo fazer aqui no blogue. E, para que não restem dúvidas, se o sindicato ao qual pertenço persistir nestas declarações, no mínimo infelizes, declaro aqui e agora que me desvincularei da FENPROF.

Como diz o Paulo Guinote, não atrapalhem!



Um grupo de oito professores do básico e secundário decidiu deitar mãos à obra e, paralelamente aos protestos dos sindicatos e às reuniões negociais da FNE e da Fenprof com o governo, entregou no parlamento uma proposta para mudar a lei de forma a que sejam contabilizados os nove anos e quatro meses de tempo de serviço que estiveram congelados, para efeitos de progressão na carreira e acertos salariais.
A proposta de alteração à lei foi desenhada pelos próprios professores e são necessárias 20 mil assinaturas, recolhidas em 90 dias, para que seja discutida e votada no parlamento. Em menos de 24 horas já tinham sido submetidas mais de 800 assinaturas no site do parlamento. É uma iniciativa independente dos sindicatos que, diz ao i um dos mentores, Luís Braga, espelha o descontentamento geral da classe, prevendo uma “forte adesão” à manifestação nacional marcada para dia 19 de maio.
As negociações com os sindicatos sobre o assunto têm vindo a arrastar-se desde novembro do ano passado e a última proposta do governo, entregue aos sindicatos em março, contabilizava apenas dois anos e dez meses do tempo de serviço congelado. Os professores consideram a proposta “no mínimo ofensiva para o trabalho e para a inteligência” dos docentes e avisam “com toda a segurança” que “menos que nove anos e quatro meses” não vão aceitar, garantiu ao i Luís Braga.
E é mesmo isso que diz a proposta de alteração à lei desenhada pelos docentes em 15 dias e da qual fazem parte três normas. Logo no artigo 1.º lê-se que “o tempo de serviço docente ou equiparado é considerado na totalidade para todos os efeitos, na progressão das respetivas carreiras individuais e respetiva valorização remuneratória”.
O grupo de oito professores – do qual fazem parte os autores dos blogues mais vistos do setor como Paulo Guinote do “O Meu Quintal” ou Alexandre Henriques, do “ComRegras” – frisam ainda que os docentes “são um grupo profissional essencial ao progresso e desenvolvimento do país” e consideram que “não é aceitável que outros cidadãos, nas mesmas circunstâncias, tenham visto repostos os seus direitos e os professores não”, lê-se no texto introdutório da iniciativa legislativa.
O mesmo texto dos professores lembra ainda que a própria Assembleia da República aprovou a 15 de dezembro de 2017 uma recomendação ao governo para que fosse contabilizado todo o tempo de serviço, para efeitos de progressão na carreira. O que não está a acontecer.
Por isso, frisa Luís Braga, “vamos fazer tudo o que pudermos para recolher as 20 mil assinaturas de forma a que os deputados debatam este assunto em plenário da forma que merece”.
Mais de 800 assinaturas em 24 horas
Até à hora de fecho desta edição, a inciativa dos docentes contava com 779 assinaturas. Contas feitas, a cada minuto que passa está a ser submetida uma assinatura. “A cada hora que passa o ritmo de assinaturas está a dobrar. Começou com 25 assinaturas por hora e neste momento já vai com 50 por hora”. A manter o ritmo “dentro de 15 dias temos os 20 mil signatários”, refere Luís Braga que já foi diretor de uma escola. Apesar da fraca adesão à greve de quatro dias, que decorreu em março, em protesto contra o governo sobre este mesmo assunto, os docentes estão confiantes que vão conseguir chegar à meta das 20 mil assinaturas. Ao i, Luís Braga lembra que nos últimos anos os professores “perderam 11,8% do poder de compra e fazer uma greve também custa dinheiro”.
Para o grupo dos oito docentes – do qual fazem parte militantes de vários partidos e alguns sidicalizados – esta iniciativa “é uma forma democrática de ajudar o trabalho que os sindicatos estão a fazer” considerando que as dez estruturas sindicais “estão a ter uma posição correta ao não cederem no princípio dos nove anos e quatro meses” e “ao não aceitarem as visões habilidosas com que o governo tem encarado o assunto”.
Mas, para a Fenprof, esta iniciativa “é redundante” porque “não faz sentido estar a fazer o esforço de reunir 20 mil cidadãos para fazer uma lei que preveja a recuperação do tempo de serviço quado isso já está na lei”, apesar de não ser cumprida pelo governo. “A negociação em curso é apenas para definir o prazo e o modo como a recuperação do tempo de serviço vai ser feita”, não estando em causa para os sindicatos a recuperação total dos nove anos e quatro meses de tempo de serviço.
Também a FNE considera que a “capacidade legislativa reside na Assembleia da República e a iniciativa legislativa deve ser dos partidos políticos e não dos cidadãos”, diz ao i o secretário-geral João Dias da Silva. Para a FNE a iniciativa dos professores “não retira qualquer força” à ação dos sindicatos sendo “mais uma iniciativa da sociedade civil que dá visibilidade a esta questão”, remata Dias da Silva.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Recuperar Todo o Tempo de Serviço Docente


Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Recuperar Todo o Tempo de Serviço Docente

Assinem a iniciativa, que pode ser lida aqui, divulguem, dêem a assinar aos vossos familiares e amigos mesmo que não sejam professores.

Podem aceder à plataforma a partir daqui. O link é directo.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Recuperar Todo o Tempo de Serviço Docente

Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Recuperar Todo o Tempo de Serviço Docente

A suspensão da contagem de tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira docente foi efetivada através de atos legislativos (nomeadamente através de artigos incluídos em leis de Orçamento de Estado dos anos em que se produziu).
O atual Governo foi entronizado no poder por uma maioria de base parlamentar, cujo quadro de ação essencial era reverter as medidas de austeridade do anterior Governo. Esta é uma das medidas que ainda falta, esteja ou não no programa do Governo.
As negociações em curso têm decorrido de forma insatisfatória porque o Governo, agarrado a conceitos mais ou menos ficcionais, como a sustentabilidade da despesa ou contas matematicamente discutíveis, simplesmente assumiu uma posição de não querer pagar aos professores o mínimo aceitável dos sacrifícios pesados que estes, tal como todos os contribuintes portugueses, fizeram durante os anos da crise, que, alegadamente, já passou, excetuando para os professores.
Se a suspensão (e salienta-se esta palavra; suspensão, paragem durante algum tempo limitado) da contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão, foi introduzida por ato legislativo, também pode ser revertida igualmente por ato da mesma natureza.
Em Portugal, para a totalidade do território nacional, podem produzir atos legislativos a Assembleia da República (Leis) e o Governo (Decretos-lei). Já o direito de proposta, graças à lei relativa às Iniciativas Legislativas de Cidadãos, pode, no caso da Assembleia, ser exercido pelos deputados, pelo Governo e também por cidadãos.
Na verdade, fruto dessa Lei, 20 mil cidadãos podem organizar-se, produzir o texto da lei que querem ver discutida, enviá-la ao Parlamento e, depois do processo legislativo no Parlamento, terem a esperança de a ver discutida e eventualmente aprovada.
Decidimos fazer isso. E o texto nem precisa de ser muito complicado.
A lei que propomos é muito simples:
  • Um artigo para revogar a suspensão/anulação de contagem, bem como a produção de efeitos e contagem do tempo de serviço prestado, na sua integralidade.
  • Uma parte desse artigo deverá impedir que a existência de vagas ou menções mínimas de avaliação em alguns escalões possa perturbar os efeitos plenos da contagem integral.
  • Uma norma revogatória, para deixar claro e de forma indiscutível, que as normas que suspenderam a contagem ficam efetivamente revogadas (não faria falta, mas é só para vincar o ponto).
  • Uma norma para definir a entrada em vigor com duas vertentes: os professores e educadores são colocados no escalão na data a que têm direito, mas por razões legais gerais, só são pagos a partir do dia 1 de janeiro de 2019. Este ponto é importante porque se a lei tivesse efeitos orçamentais em 2018 não poderia ser apresentada e admitida.
Mas, com certeza, até 2019, os senhores Deputados/as (e o Governo com eles), nas suas negociações para fazer o orçamento, arranjarão maneira de acomodar (cortando noutros lados ou arrumando melhor receitas e despesas) a despesa em reposição de salários devidos. Não se duvida que aprovarão a Lei, se puserem o dinheiro onde põem as palavras, dado que aprovaram uma Resolução recomendando ao Governo que fizesse o que agora pretendemos.
Porque nem tudo podem ser contas de merceeiro. E a política e a governação têm a ver com Finanças, mas também com Justiça.
Sendo assim, pedimos a todos os professores, restante comunidade educativa, familiares e amigos, que subscrevam esta iniciativa.

Precisamos de 20 mil assinaturas!

Iniciativa Legislativa de Cidadãos


Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

Preâmbulo

Os professores do ensino básico e secundário e os educadores portugueses são um grupo profissional essencial ao progresso e desenvolvimento do país.

Durante o período da crise económica e financeira, que resultou em restrições generalizadas de despesas no âmbito da administração pública, deram, à semelhança de outros cidadãos, um grande contributo à solução das dificuldades, sofrendo, sem grande contestação face ao quadro nacional, cortes e reduções salariais, aumento da carga fiscal, agravamento do horário de trabalho e degradação das condições materiais de trabalho resultantes dos efeitos sociais da crise nas escolas, das dificuldades materiais de funcionamento e da falta de recursos nas mesmas.

Não é aceitável, que outros cidadãos, nas mesmas circunstâncias, tenham visto repostos os seus direitos, temporariamente suspensos e os professores não. Em causa está o desrespeito de Princípios Básicos e Fundamentais de um Estado de Direito Democrático, designadamente os Princípios da Universalidade e da Igualdade.

Reconhecendo a Justiça na reparação dessa situação e na reposição integral futura dos efeitos normais na carreira, da contagem do tempo de serviço efetivamente prestado, a Assembleia da República recomendou ao Governo que garantisse, nas carreiras cuja progressão dependa também do tempo de serviço prestado, que o mesmo fosse contado para efeitos de progressão e da correspondente valorização remuneratória, aprovando a Resolução nº 1/2018. Tal recomendação não teve ainda efeitos práticos, nem se augura um desfecho em breve, pelo facto de, nas negociações entre organizações sindicais e governo, não ter havido entendimento que satisfaça as pretensões dos professores e educadores portugueses. 

Assim, nos termos conjugados dos artigos 161º, c) e 167º, nº 1 da Constituição da República Portuguesa e nos termos da Lei n.º 17/2003, de 4 de junho, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 26/2012, de 24 de julho, com a Lei Orgânica n.º 1/2016, de 26 de agosto, e a Lei n.º 52/2017, de 13 de julho, os cidadãos abaixo assinados, fazendo uso das faculdades previstas em tais suportes legais, que lhes permitem apresentar esta iniciativa legislativa, propõem que a Assembleia da República aprove o presente Projeto de Lei tendo em vista a sua entrada em vigor, com a seguinte redação:


Artigo 1º

Regime de contagem do tempo de serviço dos docentes para efeitos de progressão na carreira

1. O tempo de serviço docente ou equiparado, dos docentes abrangidos pelo Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e Professores do Ensino Básico e Secundário, prestado entre 30 de agosto de 2005 e 31 de dezembro de 2007 e entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2017, é considerado na totalidade para todos os efeitos, na progressão das respetivas carreiras individuais e respetiva valorização remuneratória

2. No caso em que a consideração do tempo de serviço, à qual se refere número anterior,
resultar na colocação do docente em escalão superior a outro, ou outros, nos quais existam
limitações de acesso por contingente de vagas ou menções de avaliação mínimas, as limitações de escalões inferiores não produzem efeito para o acesso ao escalão em que finalmente deva ser reposicionado.

3. O mesmo regime previsto no número anterior também se aplica, no caso em que o
escalão de carreira em que for reposicionado, depois de considerada a totalidade do tempo de serviço prestado nos termos do número 1, for um dos que inclui contingentação de acesso por vagas ou advier da necessidade de menções de avaliação mínimas.

4. Nos casos em que exista a necessidade de considerar a avaliação de desempenho dos
períodos referidos no número 1 e a mesma não exista, por motivos não imputáveis ao docente, deve ser considerada a menção de Bom, administrativamente atribuída.

5. Para interpretação do disposto no número 4 deste artigo, apenas se consideram como
motivos imputáveis ao docente, o mesmo se tiver recusado, expressamente, a ser avaliado, ou não ter praticado os atos necessários à existência dessa avaliação de desempenho, desde que para tal tenha sido notificado durante o período de vigência da suspensão de contagem de tempo de serviço.


Artigo 2º

Norma revogatória

A presente lei revoga todas as normas legais ou regulamentares que disponham em contrário.
Artigo 3º

Produção de efeitos e entrada em vigor

1. A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e produz efeitos
imediatos, para reposicionamento nos escalões da carreira docente e contagem dos tempos depermanência em escalões.

2. Os efeitos do reposicionamento na remuneração dos professores e educadores entram
em vigor no dia 1 de janeiro de 2019.


A Comissão

Alexandre Henriques
Luís Braga
Paulo Guinote
Anabela Magalhães
Fátima Ventura
Agripina Maltinha
Armando Borlido
Cassilda Coimbra

Sandra Carmo

Para facilitar a assinatura fica este pequeno manual:
1º Passo
Registarem-se no site da Assembleia da República



(clique aqui para aceder)
Nota: não se esqueçam de colocar o número de eleitor, se não o fizerem não poderão assinar. Acedam ao endereço seguinte para consultar o vosso número de eleitor caso não o tenham https://www.recenseamento.mai.gov.pt/
2º Passo
Vão ao vosso email, onde terão de confirmar o registo na plataforma (se não receberem, confirmem no lixo ou na pasta spam)
3º Passo
Assinem a Iniciativa Legislativa, para o efeito devem aceder ao separador central com o respetivo nome e depois entrar no documento Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória. 
Caso estejam com dificuldades, basta carregarem na imagem em baixo e seguir a setinha 😉
A Comissão
Alexandre Henriques
Luís Braga
Paulo Guinote
Anabela Magalhães
Fátima Ventura
Armando Borlido
Cassilda Coimbra
Sandra Carmo



Promotores da Iniciativa


Alfreda Fonseca
Anabela Almeida
Cláudia Fialho
Henrique Pereira
Isilda Dias
José Daniel Sá
Judite Calado
Liliana Fernandes
Maria Fernandes
Rita Bettencourt
Rosa Faria
Serafim Files

Primavera Amarantina


Primavera Amarantina - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Primavera Amarantina

Terá vindo para ficar?

Aulas de História - 7º Ano

 
Réplicas de moedas e artefactos romanos - E. B. 2/3 de Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Aulas de História - 7º Ano

As aulas de História por vezes materializam-se com recurso a réplicas que me vão sendo oferecidas e que vão sendo compradas aqui e ali nas minhas andanças pelo mundo. Na verdade, estes costumam ser dos poucos recuerdos que trago de terras mais ou menos longínquas, para mais tarde recordar.
Os miúdos gostam de lhes tocar. E porque a História tem de passar também pelo tacto, que nos leva as emoções directamente ao centro de nós, directamente ao coração, tocam-lhes. E nunca me estragaram nada, nunca partiram nada, tratando estas e outras réplicas com todo o cuidado, com todo o carinho. Assim tem que ser. As peças têm de durar, durar, turma após turma, ano após ano.
 Sim, meus queridos, a terra sigillata é mesmo muito muito macia ao toque...

Tomara


Tomara

Aconselho. Depois não digam que não avisei!
No próximo dia 28 de Abril, pelas 22 horas, no CineTeatro Raimundo Magalhães, em Vila Meã

Reservas e informações:

926 393 675 | 255 734 725 | abvm@sapo.pt


Coisas Definitivas


Coisas Definitivas

A palavra a Paulo Portas.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Brevemente | Iniciativa para recuperar TODO o tempo de serviço congelado


Brevemente | Iniciativa para recuperar TODO o tempo de serviço congelado

A palavra a Alexandre Henriques do blogue ComRegras.

No final do período passado fiz a promessa. Não pensem que foi esquecida e muito menos não será cumprida.

Estamos, e falo no plural pois somos cerca de uma dezena, a trabalhar numa solução que acreditamos poder ser um ponto de viragem tendo em conta a conjuntura atual. O objetivo é claro, recuperar TODO o tempo de serviço congelado.

Se tudo correr conforme o previsto, esperamos nos próximos dias apresentar a nossa iniciativa.

Gostaríamos de já ter tudo pronto, mas agregar várias visões/opiniões, bem como imponderáveis que vão surgindo, atrasaram a divulgação do trabalho feito.

Contamos com todos e quando digo todos, são naturalmente os professores, mas todos os vossos familiares/amigos/conhecidos que simpatizam com a nossa causa. Cada um de vós será um promotor e terá nas mãos o poder para atingirmos este objetivo comum.

Será uma iniciativa para todos e por isso confiamos que teremos o apoio de todos, inclusive de toda a comunidade sindical.

Até breve.

Alexandre Henriques

Projecto Ver para Querer

Projecto Ver para Querer - Agrupamento de Escolas de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Projecto Ver para Querer

Ontem foi dia de fazer acompanhamento dos alunos na cantina e de ficar orgulhosa por todo o trabalho desenvolvido até aqui por tanta gente interior e exterior à escola.
Da ementa constava peixe cardinal com arroz, saladas variadas, sopa de legumes e de sobremesa gelatina ou fruta. Noutros tempos, a combinação perfeita para o desastre.
Como sempre faço às quintas-feiras, almocei entre os dois turnos, um primeiro turno muito sossegado pois só almoçam duas turmas e um segundo bem mais barulhento pois é preciso alimentar, ainda, centenas de alunos.
Ontem foi um excelente dia. Fotografei muitos dos tabuleiros que saíam arranjados/coloridos pelas mãos dos alunos com saladas de vegetais frescos, alguns com generosas rações de vegetais frescos!, e peixinho cardinal... sem que fosse preciso dizer-lhes "Olha que te esqueceste da salada, olha que te esqueceste da fruta"!
Ontem foi um excelente dia! Alguns alunos repetiram o peixe... incrível!... e só um número muito residual tentou não o comer, não o provando sequer!, e só um número muito muito residual tentou não comer a sopa.
Os hábitos alimentares cuidam-se, aprimoram-se, moldam-se na nossa tradição de alimentação mediterrânica cuidando um património que é nosso e que é mundial.
Que gosto vê-los comer assim, despejando tabuleiros vazios de comida no fim da refeição!
É caso para dizer que estamos mesmo no bom caminho.

Semana InterEscolas

Semana InterEscolas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Semana InterEscolas

Encerra hoje, esta semana especial que já vai na sua quarta edição e que este ano é inteiramente dedicada à "Evocação do Centenário da Morte de Amadeo de Souza-Cardoso".
A iniciativa, da Rede Social de Amarante, conta com as parcerias da Câmara Municipal de Amarante, Agrupamento de Escolas de Amarante, Escola Secundária de Amarante, Agrupamento de Escolas Amadeo de Souza-Cardoso, Cercimarante, Colégio de S. Gonçalo, CPCJ Amarante, Infantário Creche O Miúdo, Cenfim, Externato de Vila Meã, Centro Cultural de Amarante e Associação de Municípios do Baixo Tâmega.
Já tinha passado pelos Claustros de S. Gonçalo aquando das visitas de estudo dos meus 8.ºs anos, que foram realizadas durante esta semana que agora finda, mas sem ter oportunidade de ver e fotografar alguns dos excelentes trabalhos que foram feitos pelos nossos amarantinos mais jovens e que agora integram esta exposição.
Hoje foi dia de visita... parabéns a todos!
Bonito quando as instituições dão as mãos...

Nota - Maravilhoso ver uma impressora 3D a imprimir uma Torre Eiffel!

Greve nas Escolas - 4 de Maio


Greve nas Escolas - 4 de Maio

Desta vez são os funcionários das escolas. Têm motivos de sobra para estarem descontentes.

Trabalhadores das escolas fazem greve a 4 de Maio

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Familiar no CEP


Familiar no CEP

Chamava-se Evaristo Teixeira da Silva Coimbra e era meu tio-bisavô paterno.
Não sei nada sobre ele a não ser o que aqui está partilhado nestes documentos - era solteiro quando integrou o Corpo Expedicionário Português, vulgarmente conhecido por CEP, era 2.º sargento, tinha o número 462 e integrava a 1.ª Companhia de Infantaria nº 32. Foi punido, em 20 de Março de 1918, com 5 dias de detenção "por ter faltado a formatura para a revista que teve lugar no dia 17 do corrente" ano de 1918. Era natural de Amarante, filho de José Teixeira da Silva Coimbra, meu trisavô paterno e de Maria Cândida de Jesus, minha trisavó paterna.
À data do preenchimento deste documento parece que o familiar vivo mais próximo era o seu irmão, Alfredo Teixeira da Silva Coimbra, meu bisavô paterno, que, à data, vivia no Largo da Ramadinha, nº 81, no Porto, algures ali entre a rua de Santo Ildefonso e o Passeio de S. Lázaro.
Embarcou em Lisboa no dia 14 de Julho de 1917 e regressou no dia 5 de Fevereiro de 1919. Baixou ao hospital, pelo que consigo ler num dos documentos anexos, duas vezes. Foi promovido a 1º sargento em 18 de Setembro de 1918.
Parte da informação não a consigo ler de tão clara que está... talvez com uma lupa.
Não possuo qualquer fotografia dele. Apenas do seu irmão Alfredo Teixeira da Silva Coimbra, várias, e uma fotografia familiar onde, para além deste meu bisavô paterno, está a minha tia-avó Delfina Adelaide Teixeira da Silva Coimbra e os pais destes, as figuras centrais sentadas, José Teixeira da Silva Coimbra, meu trisavô paterno e de Maria Cândida de Jesus, minha trisavó paterna.
A fotografia deverá ser de 1901.

Nota - Ontem cheguei a estes documentos pela mão do meu estimado amigo/colega João Gomes que fez o favor de me enviar o link onde estão tantos, mas tantos!, soldados oriundos de Amarante... e não só!... que integraram um dia o CEP e que desempenharam um papel activo durante a Primeira Guerra Mundial.
Agradeço-te, João Gomes! E aproveito para partilhar com os meus leitores estas preciosas hiperligações.

Amarante

Por distrito procurem aqui.


Visita de Estudo - O Barroco em S. Gonçalo e S. Domingos - 8.º A


Visita de Estudo - O Barroco em S. Gonçalo e S. Domingos
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Visita de Estudo - O Barroco em S. Gonçalo e S. Domingos - 8.º A

A visita de estudo que levou os meus alunos do 8.º A ao centro histórico de Amarante, mais concretamente aos belos edifícios da Igreja de S. Gonçalo e da Igreja de S. Domingos, decorreu ontem, logo pela manhã e, felizmente, dentro da maior normalidade.
O ponto de encontro era o Museu Amadeo de Souza-Cardoso e logo de seguida, acompanhados pelo nosso guia Dr. Daniel Ribeiro, deslocamo-nos para o exterior da Igreja de S. Gonçalo onde falamos sobre o enquadramento político, religioso, económico e social da época barroca, as suas características gerais e o barroco em S. Gonçalo, a surgir num contexto de época em que o gosto pelo excessivo, pelo bizarro, pelo complicado, pelo profuso, pelo movimento, pelo dramático e pelo horror ao vazio estão sempre presentes, neste estilo que derreteu recursos nacionais, quantas vezes mais ou menos escassos, recursos estes que, nomeadamente em Portugal, faltaram ao desenvolvimento de todo um país.
Claro que os alunos puderam entrar no templo religioso, fotografar, filmar, e agora aguardarei as reflexões que todos farão e colocarão nos seus portefólios digitais. 
Excelente visita! Excelente "aula", ontem com sala muito especial e com professor igualmente muito especial... para que os alunos possam variar para além do meu registo porque a diversidade trás riqueza.
E seguimos para S. Domingos, a dois passos dali, numa primeira parte ainda sob orientação do Dr. Daniel Ribeiro e numa segunda parte já sob orientação do Sr. João Curvelo Sardoeira que enquadrou esta pequena jóia barroca que temos a sorte de possuir e que tantos alunos desconhecem.
A turma que ontem a visitou era uma turma "da cidade"... pois não é que a esmagadora maioria dos alunos nunca tinha entrado no referido templo?!
Por último, tivemos um cheirinho de Museu de Arte Sacra Luís Coutinho, um Amigo este seu fundador, que é contíguo à referida igreja e que também era desconhecido para a maioria dos alunos desta turma.
Como podemos amar o que desconhecemos? Como nos podemos dar ao luxo de desconhecer o que nos envolve? Ora, a Escola tem aqui um importantíssimo papel a desempenhar. E eu, enquanto Professora, não abdico dele.
Vá lá, Alunos Meus! Um, dois, três... respirem História!

Só me resta agradecer a colaboração prestada pelo Museu Amadeo de Souza-Cardoso, na pessoa do Dr. Daniel Ribeiro, e da Paróquia de S. Gonçalo, na pessoa do Sr. João Curvelo Sardoeira, já que, sem eles, esta aula especial, que penso terá sido do agrado de todos os alunos, não teria sido possível.
As instituições ganham pela abertura, pelo enlaçamento. Se se fecham sobre si próprias, trilham o caminho do empobrecimento.

Anabela Magalhães
 
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