terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Obscenidade


Obscenidade

Como comentar isto?
A mim parece-me pouco, aplicar a palavra indecente para caracterizar um absurdo destes. Como é que o mundo, e a população que o habita, chegou a este estado de obscenidade?

"É indecente". Oito pessoas no planeta possuem tanta riqueza quanto a metade mais pobre

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Jota

Jota - São Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Jota

Cresceu. As fotografias que hoje partilho estão separadas por três anos. Numa delas está ele bebé, com três meses, a fazer as primeiras conquistas. Na outra, ele come a canjinha pela sua mão... que ele diz adorar.
O Jota, que é o mesmo que dizer a minha Jóia de Luz, está a crescer de modo acelerado.

Formação - MOOC “Laboratórios de Aprendizagem: Cenários e Histórias de Aprendizagem"


Formação - MOOC “Laboratórios de Aprendizagem: Cenários e Histórias de Aprendizagem"

Tem início hoje, 16 de Janeiro de 2017, a 2.ª Edição da formação MOOC (Massive Open Online Course) “Laboratórios de Aprendizagem: Cenários e Histórias de Aprendizagem” que resulta da iniciativa da Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas (ERTE) da Direção-Geral da Educação (DGE) e eu faço parte do grupo que tentará concluir esta formação muito direccionada para as Novas Tecnologias da Informação aplicadas à sala de aula que se quer arejada, inovada, melhorada, em movimento. Porque parar é morrer e nós não queremos estar mortos em vida, aqui estamos nós, uns quantos professores do Agrupamento de Escolas de Amarante, e ainda muitos outros de todo o país, aproveitando a formação que a tutela tem para nos oferecer.
Recorro às palavras de apresentação que podem ser lidas no seu contexto original se clicarem aqui. E deixo-vos o vídeo de apresentação deste MOOC para que se possam inteirar e, quem sabe, inscreverem-se numa próxima edição.
Quanto aos que hoje já partiram, desejo muito boa sorte a todos.

"Este MOOC pretende dar a conhecer um conjunto de ferramentas e metodologias, entre outros recursos disponibilizados pelo projeto Future Classroom Lab (FCL) da European Schoolnet (EUN),
que permite apoiar os professores e as escolas na criação, adaptação e implementação de cenários
inovadores de ensino e de aprendizagem.  Com base em cenários inovadores que já foram validados
em projetos piloto de âmbito europeu, os formandos vão experimentar projetar atividades aliciantes
para a sala de aula, assim como refletir sobre o seu impacto no ensino e na aprendizagem. Serão
também introduzidas algumas ferramentas digitais úteis para as práticas pedagógicas e que podem
ajudar os professores a inovar na sala de aula. Os professores terão ainda a oportunidade de partilhar
ideias e atividades desenvolvidas ao longo do curso, colaborando na reflexão conjunta sobre a implementação destas práticas pedagógicas inovadoras nos diversos contextos educativos."

Professores Contratados - Longe de Casa


Professores Contratados - Longe de Casa

Veja a reportagem da SIC sobre os professores-caracol clicando aqui.
E, senhores políticos, não havia necessidade de manter os professores a contrato durante quinze, vinte, trinta anos... pois não?

domingo, 15 de janeiro de 2017

A Festa de São Gonçalo e os Sequilhos

Sequilhos - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

A Festa de São Gonçalo e os Sequilhos

Porque uma não existe sem os outros, andam todos de mãos dadas, juntos juntinhos, festa e sequilhos, sequilhos e festa, pelo menos desde que me conheço.
A festa também se conjuga com figos e cravos vermelhos ofertados ao santo que, convém não esquecer, apenas é beato... mas eu, confesso, sou adepta mesmo é dos sequilhos.
Assim, hoje, por aqui, foi dia de conjugação de verbo local.
Quem conhece o verbo sequilhar?

TVI - Ainda o Negócio dos Manuais


TVI - Ainda o Negócio dos Manuais

Para ver hoje, no Jornal das 8.
Para ver se as montanhas continuarão a parir ratos.

Repórter TVI: o negócio dos manuais escolares

sábado, 14 de janeiro de 2017

Sexta às 9 / Sexta às 11

Imagens retiradas daqui

Sexta às 9 / Sexta às 11

Soube da reportagem sobre manuais escolares e negócios associados, passada ontem na RTP2 e na RTP3, no blogue do Paulo Guinote. Também foi no "Meu Quintal" que soube que o Paulo iria participar num debate sobre este tema que ocorreria no Sexta às 11 e, confesso, até foi mais pela sua presença que o vi do início ao fim.
A reportagem foi curta. O debate foi igualmente curto. A dada altura, já nem sei como, estava lançada a ideia que os professores portugueses, esses malandros corruptos que talvez estejam a ser corrompidos pelas editoras, quiçá com esferográficas e agendas foleiras, quiçá com manuais para os filhos! -aviso desde já que nunca nenhuma editora me ofereceu qualquer manual para a minha filha enquanto ela foi estudante! - e que virou moda denegrir transformando-os em sacos de porrada ou em bombos de festa rija, poderão ser os responsáveis pela volatilidade com que se encostam manuais neste país e se aprovam novos manuais, como se os professores portugueses tivessem o poder de definir prazos durante os quais os manuais devem vigorar, como se os professores portugueses andassem a brincar às metas e às metinhas, aos programas e programinhas, numa brincadeira de mete e tira, que visa, sei lá eu!... talvez tornar obsoletos esses mesmos manuais? Sei lá eu... que visa contornar a lei, que o próprio ministério, na pessoa de alguém ou de alguns, previamente definiu e aprovou, e que se traduz num prazo de seis anos para alterar o manual aprovado? E tudo isto para inglês ver?! E tudo isto para enganar distraídos?!  
Não, não associem os desgraçados dos professores a este negócio de milhões que, quando muito, engordará peixe já muito graúdo. Os Professores Portugueses estão de saco cheio! De saco cheio com a volatilidade do mete e tira, de saco cheio porque brincam com o seu trabalho, de saco cheio com as insinuações de que são alvo sistematicamente a propósito de tudo e de nada.
Aqui fica um aviso. Eu, professora de História, não dependo de qualquer editora para leccionar. Aliás, já por diversas vezes referi neste blogue que sempre tive dificuldade em me ajustar ao trabalho pensado por outros, às actividades pensadas por outros, incluindo as editoras. Sou dona de um manual que está on-line, aberto para quem o quiser utilizar, de alunos a encarregados de educação... passando também por professores que não sintam a minha dificuldade de ajustamento ao trabalho produzido por outros. Estão aqui as aulas de 7.º ano, estão aqui as aulas de 8.º e estão aqui as aulas de 9.º ano... à espera da última moda lançada pela tutela. Estas aulas estão associadas a links que remetem para as minhas páginas de recursos em PowerPoint que podem ser vistas se clicarem aqui e aqui e aqui. E sim, é verdade, eu posso dispensar em três tempos todas as editoras fazendo poupar aos pais e encarregados de educação dos meus alunos milhares e milhares e milhares de euros. Mas posso mesmo? Mesmo? Pois não posso. Não existe enquadramento legal para tal coisa.
E por último só quero dizer e deixar aqui escrito que chocante mesmo foi ver dois ex-ministros da Educação a falarem como se a responsabilidade neste estado a que chegamos não fosse também deles. Que lata!
Olhem, responsabilidade minha é que não foi! Garanto-vos que não carregarei esse peso. Porque não é da minha responsabilidade a obrigatoriedade da compra pelos pais/encarregados de educação de qualquer manual, seja ele de História, de Matemática ou de Chinês.

Nota - Obrigada Paulo Guinote por ontem defenderes toda uma classe profissional de mais um enxovalho.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A Roleta Russa da Vinculação dos Professores


A Roleta Russa da Vinculação dos Professores

As hipotéticas regras de vinculação que presidirão à vinculação extraordinária de professores vão sendo alteradas ao sabor dos dias, dos apetites, dos caprichos e eu sei lá do que mais, fazendo com que os professores contratados, e que esperam vincular, ora cumpram requisitos o que os faria vincular, ora sejam excluídos por eles afastando-os de uma desejada estabilidade, um dia assim, no outro assado, sem que exista qualquer réstia de respeito pela parte emocional de cada um destes profissionais, alguns com mais de vinte anos de serviço.
E se seguissem as regras que estiveram em vigor anos a fio e que obrigavam a vincular pela lista ordenada ponto?! E se seguissem a lista graduada e se deixassem de frescuras?

Hoje estive com a J, professora contratada com mais de doze anos de serviço. Ontem o seu rosto irradiava esperança porque, pelas hipotéticas regras saídas a lume, vincularia. Hoje, o seu rosto espelhava a decepção porque hoje, pelas regras hipotéticas de hoje será excluída da vinculação.
Mas esta falta de respeito pelas pessoas tem jeito?! Será admissível?!
Não, do meu ponto de vista. Ainda para mais quando o ministério em causa é o da Educação.

Professores: entrada no quadro só para quem tem horários anuais completos em 2016/2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Refugiados - Orgulho


Refugiados - Orgulho

Confesso que a minha esperança em dias melhores se vai alimentando destes pequenos/enormes acontecimentos...

Canadá: refugiado em 1993, ministro em 2017

Vergonha - Solidariedade e Dignidade, Precisam-se!

Imagens recolhidas na net

Vergonha - Solidariedade e Dignidade, Precisam-se!

As imagens dos refugiados no meio de um espesso manto de neve estão a chegar em catadupa vindas da Sérvia, da Croácia, da Bulgária, da Grécia e eu sei lá mais de onde. Pela Europa, tirita-se de frio mas há gente especialmente vulnerável. Os sem-abrigo, sempre, e estes refugiados prisioneiros de campos sem as mínimas condições para aguentarem estas temperaturas negativas que assolam este continente, prisioneiros de rotas encetadas na tentativa de conseguirem assegurar a sua sobrevivência Confesso que é para mim uma impossibilidade a aceitação destas imagens numa Europa que eu já tive, um dia, em melhor conta.
O que andais a fazer, senhores pulhíticos? Estais apostados no aprofundamento do fosso que já se faz sentir entre população e políticos? Estais apostados em colocar a população nos braços de pulhíticos ainda mais radicais, xenófobos, intolerantes, impiedosos, demagógicos que se apresentam com discursos catastrofistas e de salvamento das/nas catástrofes?
E, senhores jornalistas, por que não fazeis directos até à exaustão sobre esta emergência a leste?
Afinal, não é isto um caso/filão de vidas reais em perigo, digno de uma exploração ao segundo e até à náusea? Ou estareis à espera de nos servir crianças congeladas ao jantar depois de já nos terem servido crianças afogadas ao jantar? Quiçá... para ter mais impacto?

Quanto aos meus leitores, desculpem se não me consigo afastar deste tema. Bem sei que podia postar flores... mas não é do meu feitio cultivar em mim o alheamento quando há crianças a sofrerem de hipotermia em campos de ... de concentração? É que parecem...











Europa 2017 - Vergonha


Europa 2017 - Vergonha

Muita vergonha.







quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Palavra a Trump - E a Palhaçada Começou Bem


A Palavra a Trump - E a Palhaçada Começou Bem

"You are fake news"

Estaria ele a referir-se a si próprio?

Preparem-se, vem aí palhaçada diária.

Novas da Gatilho


Novas da Gatilho

Esta associação cultural, que muito preso e que tem sede aqui nesta minha rua, vai apresentar no CCA Maria Amélia Laranjeira, no próximo dia 14 de Janeiro, dois concertos com os Velvet Kills e Desligado.
Aqui vos deixo uma amostra do que poderão escutar. Quanto aos bilhetes, estão disponíveis para compra nos sítios do costume!



Estratégias Pedagógicas nas Salas de Aula do Presente

Estratégias Pedagógicas de História - E.B 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Estratégias Pedagógicas nas Salas de Aula do Presente

Apesar de vivermos dias de trabalho ainda espartilhado pelas metas curriculares, no meu caso de História, definidas no tempo de Nuno Crato, que, a serem seguidas escrupulosamente, exigiriam que todos os professores de História deste país chegassem à sala de aulas e vomitassem, literalmente, as matérias, sem qualquer dó nem piedade pelos alunos de tão tenra idade, isto no caso de terem duas aulas semanais de 50 minutos cada, como é o meu caso, a verdade é que cada um de nós pode ser mais ou menos rebelde e introduzir algumas práticas pedagógicas que aliciem os seus alunos para o estudo da História, mesmo se nos fazem atrasar a quantidade de conteúdos leccionados... rssssss... como se quantidade se pudesse confundir com qualidade! É o que eu procuro fazer, não querendo, de todo, que os meus alunos saiam da minha sala de aula a comentarem uns com os outros que a aula de História foi uma monumental seca. Nem sempre o conseguirei, é certo, mas lá que ponho os meus neurónios a funcionar no sentido de tornar os dias mais agradáveis para os alunos que me saem na rifa todos os anos, lá isso ponho! E que depois de ter as ideias as procuro rapidamente implementar passando à prática delas... também é verdade. Caso contrário não acumularia tanto trabalho já realizado e partilhado com todos quantos virem nele alguma utilidade e só para dar um exemplo deixo o link da minha página de recursos pedagógicos em PowerPoint, e não só!, recursos que cobrem praticamente todas as aulas de História do 7.º ano ao 9.º ano de escolaridade e que pode ser visitada se clicarem aqui.
Hoje volto a partilhar uma estratégia pedagógica minha que já foi partilhada inúmeras vezes neste blogue e no História em Movimento também. Nunca a tinha visto em acção, garanto-vos que saiu da minha cabeça, muito embora possa ser utilizada por outros professores mais ou menos desta forma porque com tanta cabeça a pensar e a trabalhar para seu lado seria altamente improvável que só eu usasse coisa semelhante.
A estratégia é simples. Trata-se de lançar desafios aos alunos, transformando um exercício oral ou escrito num jogo de adivinhação em que os alunos em trabalho individual ou de pares, e perante um dado desenho sem qualquer palavra escrita, tentam adivinhar as palavras ou expressões-chave que estão no verso da imagem que lhes é por mim mostrada em contexto de sala de aula.
Asseguro-vos que esta "voltinha" dada à pergunta " Identifica e caracteriza as partes constituintes duma cidade-estado grega" é a "voltinha" suficiente para que os alunos participem com entusiasmo no exercício agora disfarçado de jogo.
Depois é só escrever as soluções do problema no quadro à medida que os alunos vão lendo as respostas realizadas por escrito e para, de seguida, construirmos um pequeno texto colectivo que as integre. Isto para o caso do professor querer que os alunos desenvolvam a escrita. Se quer que os seus alunos desenvolvam a oralidade é dar-lhes x tempo para construírem uma pequena intervenção oral em que têm igualmente de descodificar as escrituras existentes no verso do desenho.
De notar que estes desenhos foram todos realizados por alunos que um dia foram meus e que um dia foram sócios do Clube História em Movimento, clube que oriento na minha Escola desde que o fundei, no ano lectivo de 2010/2011.
Entretanto ocorreu-me melhorar um pouco esta actividade. Para além de andar com o desenho colado em K-Line pela sala, vou entregar uma espécie de ficha/desenho por cada dois alunos, igualzinho a este mas mais pequeno e com o verso por preencher, para que eles possam manusear porque também se aprende pelo tacto. E eu sei que eles gostam disto, de tocar nas coisas para as sentir com o coração...
Entretanto desafiei-os para a construção de um blogue por turma onde eles possam postar trabalhos que vão fazendo para História... alinham? Pensem na ideia porque podemos cruzar muito bem competências de TIC e de História!

Obrigada, Alunos Meus pelos desafios constantemente colocados, pelos desafios aula a aula colocados... e siga! Continuamos todos no activo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Escolas Premium vs Escolas a Cair…


Escolas Premium vs Escolas a Cair…

A notícia partilhada hoje pelo Jornal i, da autoria de Ana Petronilho, intitulada "Pais lançam petição a reclamar obras "urgentes" na Escola Secundária José Falcão em Coimbra" vem, pela milésima vez, deixar a nu uma situação herdada do tempo de Maria de Lurdes Rodrigues e que se materializou num desequilíbrio absurdo e incompreensível entre escolas intervencionadas pela Parque Escolar, intervenção esta que a antiga ministra da Educação considerou, com uma lucidez rara para a senhora em questão, ter sido "Uma Festa" e escolas não intervencionadas pela Parque Escolar que viram passar ao seu lado a "Festa" sem nela participarem.
Assim, o país conta hoje com um espólio de edificações destinadas à Educação tão diverso quanto absurdo pois neste país coexistem, às vezes quase  lado a lado, escolas intervencionadas em obras de orçamentos multimilionários de doze, catorze, dezasseis milhões de euros e escolas que, literalmente, foram deixadas entregues à sua sorte e a sua sorte, ou melhor, a sua pouca sorte é terem salas de aula onde chove, isolamentos que são tudo menos isso deixando entrar o frio e o calor a rodos, consoante as estações, coberturas de amianto, impossibilidade de impedir as entradas de luz que arruínam qualquer projecção e que arruínam qualquer escrita no quadro, instalações eléctricas mais do que obsoletas, tubagens de esgotos tão velhas que libertam perfumes estranhos empestando o ambiente com cheiros horrendos, infiltrações que vão colorindo paredes e tectos com fungos nocivos à saúde de qualquer pessoa, canalizações de água que abertas libertam águas de cor alaranjada devido à ferrugem das mesmas... e... e... e podia continuar a apontar o absurdo criado por políticos disfuncionais que não souberam, ou não quiseram!, usar recursos monetários pertença dos portugueses para uma intervenção generalizada e cuidada que contemplasse quiçá todos os edifícios escolares do país naquilo que eles necessitavam.
E assim estamos. Escolas xpto, que mais parecem hotéis de cinco estrelas de luxo, terminadas coexistem com escolas que ficaram a meio das intervenções previstas e coexistem com escolas centenárias que nunca viram qualquer intervenção de fundo desde a sua fundação.
É o caso desta antiquíssima Escola Secundária José Falcão de Coimbra, criada a 19 de Novembro de 1836 e que nunca conheceu obra de vulto.
Assim, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da ESJF lançou uma petição electrónica no sentido de conseguir 4 mil assinaturas e obrigar a que este assunto seja discutido na Assembleia da República.
Aqui a deixo para que, se concordarem, a possam assinar:

Intervenção urgente e de fundo na Escola Secundária José Falcão - Coimbra 

E é ainda de hoje uma notícia da Sapo que identifica a saúde mental dos alunos como uma das prioridades de intervenção escolar.
Nós dissemos em devido tempo que a crise económica potencia desequilíbrios mentais. Alguém teve o cuidado de escutar os professores no terreno, entre os decisores políticos que cortaram rendimentos a tantos e tantos portugueses, que despediram trabalhadores, muitos com filhos pequenos, e que, ao mesmo tempo, o foram canalizando para o salvamento de bancos com práticas pouco sérias e mesmo corruptas?
Pois. E depois, aqui d` El Rei! Pena que se lixem, pelo meio, também as crianças que são o futuro deste país.

Jornal i
Pais lançam petição a reclamar obras "urgentes" na Escola Secundária José Falcão em Coimbra

Sapo
Saúde mental dos alunos torna-se prioritária na intervenção escolar

Nota - Esta é a primeira vez que nomeio neste blogue, desde há muitos anos a esta parte, a ex-ministra da Educação MLR. Tal facto deve-se apenas a isto - este post foi escrito, originalmente, para o ComRegras.

Marrocos à Frente


Marrocos à Frente

É a única proibição que entendo e aceito no  que diz respeito a véus. A burqa e o véu islâmico integral chamado niqab, que escondem por completo as identidades das/dos suas/seus portadoras/portadores, acabam de ser proibidos em Marrocos. Quer dizer, presumo que ambos tenham sido proíbidos já que a notícia está um pouco confusa não distinguindo os dois tipos de véus que tapam por completo as identidades de quem os usa.
Aos poucos a coisa vai. Insha' Allah... que é o mesmo que dizer oxalá.

Marrocos proíbe fabrico e venda da "burqa"

Dia de São Gonçalo

São Gonçalo - Igreja de São Gonçalo - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Dia de São Gonçalo

O dia 10 de Janeiro é, todos os anos, o dia do santo popular aqui do burgo, mas, calhando este dia em dia de semana, o que é o caso, as festas em sua honra deslocam-se para o Domingo seguinte o que quer dizer que a festa rija em honra de São Gonçalo só ocorrerá no próximo dia 15 de Janeiro e que, por isto, os bombos, as bancas de doçaria popular rindo-se para o povo que passa, o pagamento de promessas ao Santo, que afinal só é Beato, os sequilhos e os doces de São Gonçalo... ainda terão de esperar.
Até lá.

A Palavra a Meryl Streep


A Palavra a Meryl Streep

A minha amiga Sofia Freitas tem um termo que usa amiúde para pessoas deste elevadíssimo calibre.
Chama-lhes "Os Duros". Pois Meryl Streep faz parte deste lote de gente que não desaprendeu de pensar, que não desaprendeu de lutar.
Ouçam-na. Eu só lhe posso agradecer. Pelo exemplo.

Parabéns, Pê Éfe!


Parabéns, Pê Éfe!

O Pê Éfe é um dos meus amigos de infância, presente na minha vida talvez desde os meus dez anitos. Durante todos estes anos partilhámos muitas aventuras, algumas desventuras, alguns assentos de mota... eheheh... muitas e boas gargalhadas, brincadeiras e jogos sem fim, bailes e bailaricos estrondosos de garagem, algumas lágrimas, muitas cumplicidades, muitas amizades e carinhos como é próprio entre velhos amigos que se querem bem. E partilhámos momentos mais do que especiais, os nossos casamentos, os nascimentos das nossas crias, o crescimento das nossas crias, todas fêmeas feitas... e eis que o tempo foi passando... ou nós é que fomos passando pelo tempo?! e não é que o Pê Éfe fez ontem sessenta anos?
Já sessenta anos, Pê Éfe?! Porra, é que não dei mesmo conta do tempo passar!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

SPN - Novas Sobre a Negociação da Vinculação Docente e Regime de Concursos


SPN - Novas Sobre a Negociação da Vinculação Docente e Regime de Concursos


Negociação da vinculação de docentes e do regime de concursos – SPN realiza plenários de professores


Car@ sóci@ do SPN,

Tendo em conta que está a decorrer o processo negocial de revisão do regime de concursos e ainda de criação de um concurso extraordinário de vinculação de docentes, na sequência da apresentação de proposta nesse sentido pelo ME, a FENPROF decidiu promover, no plano nacional, a realização de plenários de professores, no sentido de prestar informação sobre o desenvolvimento do processo negocial, mas, sobretudo, no de recolher contributos para a continuidade do processo negocial e mobilizar para a luta, caso o ME não melhore significativamente as propostas até agora apresentadas.

A tua participação é importante para reforço das posições da FENPROF e, mais importante, para pressionar o ME a acolher ainda algumas dessas mesmas posições, no sentido de dar mais justiça e equidade ao regime de concursos e de poder vir a criar um regime extraordinário de vinculação quem possa ser também o mais justo e mais abrangente possível. Consulta aqui as datas, horários e locais de realização dos plenários que se realizam na área de intervenção do SPN.

Nos links abaixo, podem também ser consultadotodos os documentos relevantes para o processo negocial, designadamente as mais recentes propostas apresentadas pelo ME, bem como as propostas e pareceres da FENPROF.

– Propostas iniciais da FENPROF (28.11.2016)


– Apreciação na especialidade da 2.ª versão das propostas do ME – com código de cores para assinalar a (escassa) evolução registada (22.12.2016)

– Propostas da FENPROF sobre vinculação de educadores e professores – vinculação extraordinária; aplicação da "norma-travão" durante o período de faseamento; "norma-travão" consolidada (29.12.2016)
 
– Propostas da FENPROF para a acta negocial final do processo de revisão do regime legal de concursos – regime de permutas; conteúdos das componentes lectiva e não lectiva; reorganização dos QZP; criação de novos grupos de recrutamento; incentivos à fixação de docentes em zonas isoladas e/ou desfavorecidas (29.12.2016)



Saudações sindicais!

domingo, 8 de janeiro de 2017

Tâmega - Um Amor de Perdição

O Tâmega e as Suas/Nossas Margens - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Tâmega - Um Amor de Perdição


É nome de rio e Amarante tudo lhe deve sendo mesmo impensável sem ele.
O Tâmega, que corta a cidade em duas metades bem distintas, está presente na vida de todos os amarantinos nascidos e criados nas suas margens e povoa-lhes os dias, quantas vezes até ao dia da separação final, em estação de final de linha.
O Tâmega é, para um amarantino, elemento identitário, determinante e indissociável desta sua condição. E todos os amarantinos, presumo, o amam e respeitam apesar de algum distanciamento que já se fez sentir mais em tempos de outros senhores. Penso mesmo que não estarei enganada ao afirmar que as águas frescas do Tâmega correm nas veias de muitos e muitos amarantinos que se dão ao trabalho de o contemplar atenta e amorosamente, que se dão ao trabalho de descer às suas margens para nelas passearem, observarem e sentirem o pulsar deste coração que ainda bate, ora ao de leve, ora de forma ruidosa e descompassada em dias e noites de cheias e de águas turbulentas até dizer chega. 
O rio Tâmega é, para um amarantino, um caso de amor de perdição.
Ou não será?

Nota - Em 2017 o nosso coração continuará a bater pelo Tâmega. Por um rio de águas livres.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Papá - 80 Anos


Papá - 80 Anos

Este guapo está hoje de parabéns pelos seus maravilhosos 80 anos sem maleitas.
Poderei eu contar com os teus afortunados genes, papá?

Mário Soares



Mário Soares

Foi, entre muitas outras coisas, um dos pais da Democracia portuguesa. Nem sempre concordei com ele, nem sempre votei nele e, ao longo da sua extensa vida, esteve longe da perfeição e, como qualquer outro ser humano, cometeu erros. Desenvolveu anti-corpos muitos mas hoje não é isso que me interessa. Hoje, no dia da sua morte, agradeço-lhe o papel inestimável que desempenhou na luta contra uma ditadura que, à força, era nossa. Hoje, no dia da sua morte, agradeço-lhe o papel inestimável que desempenhou na luta pela implantação de um Estado Democrático no meu país, apesar de imperfeito, apesar a de precisar, talvez, de uma refundação.
Hoje, no dia da sua morte, agradeço-lhe a possibilidade que me deu para teclar em segurança ideias, opiniões, sugestões, o que for, sem temer pela minha vida, sem temer pela vida dos meus... mesmo quando os conteúdos das minhas intervenções desagradam ao poder político local ou nacional, ou ao poder religioso, ou... ao que for. Tenho perfeita consciência que, em outros locais, em outras latitudes e longitudes, poderia estar já sem dedos das mãos, sem língua, quiçá de pescoço cortado e já sem vida.

Ora então, esta Liberdade, que todos os dias sinto, não tem preço.
Obrigada, Dr Mário Soares! Do fundo do coração.

7/12/1924 - 7/01/2017

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

As Salas de Aulas Acolhedoras como Potenciadoras das Aprendizagens

Salas de Aulas da EB 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

As Salas de Aulas Acolhedoras como Potenciadoras das Aprendizagens

Leccionei, durante quase todo o meu percurso profissional enquanto docente, em salas de aulas indiferenciadas, impessoais, áridas, frias, agrestes, algumas até indignas desse nome de tão abandalhadas, desmazelas, descuidadas e sujas que estavam. Professora contratada até quase aos meus 40 anos de idade, palmilhei as escolas das redondezas de Amarante e as do centro de Amarante também e o ambiente de trabalho que me foi calhando na rifa, dentro das salas de aula, sempre me impressionou e marcou pela negativa. Numa ou noutra escola existia uma ou outra excepção e por vezes as escolas estavam dotadas de salas de química e de ciências... mas essas não eram, de todo, as minhas praias, Professora de História que sempre fui.
Desde sempre observo e reflicto sobre o espaço que me rodeia. No interior das paredes que são minhas, mas também no espaço público que é igualmente meu... também um pouco meu.
Só vinculei, na Escola onde ainda hoje me encontro, no ano lectivo de 2009/2010 e só aqui tive oportunidade - já me tinha sido dada na mesmíssima escola, com uma outra direcção, no início de um ano lectivo de bronca nas colocações em que eu fui colocada na EB 2/3 de Amarante, fiz as apresentações aos que seriam, previsivelmente, os meus alunos e acabei colocada na ESA... tempos daquela senhora ministra que eu não nomeio neste blogue.... e lá se foi um "trabalho" conceptualizado mas não materializado. Na ESA seria impossível colocar em prática semelhantes ideias estapafúrdias perante uma direcção muito cega e muito surda, à época. Agora não sei.
Chegada à EB 2/3, à Minha Escola para o resto da vida... em princípio... arregacei as mangas, meti os meus dois pés ao caminho, sempre apoiada neste projecto pela Direcção do Agrupamento, e a história da Sala de História, que passou a ser um espaço confortável, atractivo, diferenciado, específico, bonito até, pode ser seguida, em grande parte, se alguém tiver curiosidade e pachorra para tal! se clicarem aqui.
Posso contar pelos dedos de uma mão os problemas de indisciplina, grave, moderada ou leve, todos somados, por mim sentidos dentro da Minha Sala de Aulas, desde que cheguei à EB 2/3 de Amarante. As minhas aulas não são dadas aos berros de Está calado! Está quieto!... e, podem testemunhar os meus alunos, até os de CEF que durante anos tive na EB 2/3 de Amarante, não foi por acaso que escolhi ser avaliada com aulas observadas numa destas turmas!, o ambiente é, por norma, muito tranquilo, prazenteiro, simpático, acolhedor, pacífico, agradável... e estou plenamente convencida que a qualidade do espaço onde nos movemos dá o seu contributo para que assim seja.

Posto isto, é claro que não faz qualquer sentido não replicar este modelo por todas as salas de aula da EB 2/3 de Amarante que se querem agarradas pelos cornos por um ou mais professor/es responsáveis que tenham mais queda para a coisa. E basta um. Ou uma. Nada é impossível. Só há impossibilidades para quem nunca tenta fazer nada, para quem nunca tenta fazer diferente, ser original. A ideia geral está aqui, uma sala de aula específica para cada disciplina, mas depois cada disciplina tem as suas especificidades e, se uma intervenção numa sala de aula faz sentido, na sala ao lado poderá ser um imenso disparate.

Desde o início deste ano lectivo integro um grupo de trabalho constituído por três elementos que têm como missão melhorar os espaços escolares. Eu estou com a incumbência específica de introduzir melhorias no Pavilhão 4, pavilhão onde lecciono a totalidade das minhas aulas, quase sempre na Sala de História.
As fotografias que hoje partilho são de uma intervenção/melhoria introduzida na totalidade das salas de aula da EB 2/3 de Amarante. No orçamento anual de um agrupamento escolar estamos a falar de verbas gastas equiparadas ao preço dos amendoins e que, neste caso, pagaram as vitrinas que agora fecham a totalidade dos armários que já existiam nas Salas de Aula da EB 2/3 de Amarante e que estão a ficar cada vez mais bonitas com os materiais específicos das diferentes disciplinas a serem organizados, em segurança... e sim, já temos uma Sala de Inglês, uma Sala de Matemática, uma sala de Francês, uma Sala de Português... de Geografia, de Ciências e de EV já tínhamos.

Escrevi eu, um dia, neste blogue:

Seremos capazes de melhorar espaços aumentando o conforto de quem se senta nas inúmeras cadeiras das salas de aula - os Alunos - e de quem aí encontra o seu posto de trabalho - os seus Professores e os próprios Assistentes Operacionais não sei das quantas - raios partam os políticos com a mania dos nomes pomposos!
Seremos capazes de cativar cada vez mais Alunos para as práticas pedagógicas postas no terreno por um grupo que se assume como locomotiva e que não tem qualquer medo disso e nem se deixa tolher pelos carros mais do que vassouras... que os há, em todo o lado deste país e arredores, sendo que a Nossa Escola não constitui excepção.
Quem quer trilhar caminho, que venha! Quantos mais formos, mais se notará a nossa acção. Quem quiser permanecer no rancor, na inércia, no confronto, na infelicidade... pois, caminhos há muitos e esse não será, decididamente!, nunca, o meu caminho... nem o de tantos e tantos outros profissionais que dão o litro, permanentemente, nas escolas, e que as seguram, quantas vezes!, apesar da tutela.
Nós permaneceremos. Eles, os políticos, não. A nossa responsabilidade é com as gerações mais novas, é com o futuro e nós não esqueceremos este dado fulcral na nossa Vida Profissional.
(...)
Eu não sou um sujeito passivo, neste caso uma sujeita. Nunca fui, desde que me lembro. Gosto de actuar sobre as coisas, sobre o que me rodeia, procurando, simultaneamente, um equilíbrio nessa actuação que não abra fendas na paisagem que me envolve. É assim com os Meus Caminhos da Barca. É assim na Sala de História."

Mantenho o que escrevi.

Nota 1- Post originalmente publicado no blogue ComRegras. E com ecos aqui.

Nota 2 - Este post tem exactamente um ano. Hoje, recupero-o.


 
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